SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2019
O método mais utilizado para avaliação de vitalidade fetal intraparto é:
Avaliação vitalidade fetal intraparto → Cardiotocografia é o método mais utilizado.
A cardiotocografia é o método padrão ouro para monitorização da vitalidade fetal durante o trabalho de parto, permitindo a detecção precoce de sinais de sofrimento fetal através da análise da frequência cardíaca fetal e das contrações uterinas.
A avaliação da vitalidade fetal intraparto é um pilar fundamental na assistência obstétrica, visando identificar precocemente sinais de sofrimento fetal e intervir para garantir o bem-estar do concepto. Dentre os métodos disponíveis, a cardiotocografia (CTG) destaca-se como o mais amplamente utilizado e acessível, sendo considerada o padrão ouro para a monitorização contínua ou intermitente da frequência cardíaca fetal (FCF) e da atividade uterina durante o trabalho de parto. A CTG permite a análise de diversos parâmetros da FCF, como a linha de base, a variabilidade (curta e longa), a presença de acelerações (indicativas de bem-estar) e a ocorrência de desacelerações (que podem sugerir hipóxia fetal). A interpretação correta desses padrões, em conjunto com a avaliação das contrações uterinas, é crucial para classificar o traçado como normal, suspeito ou alterado, e guiar a conduta obstétrica. Em casos de traçados suspeitos ou alterados, a equipe médica deve considerar medidas de reanimação intrauterina (como mudança de decúbito, hidratação materna, oxigenoterapia) e, se necessário, a interrupção do parto. Embora a CTG seja valiosa, é importante lembrar que sua sensibilidade é alta, mas a especificidade pode ser limitada, levando a falsos positivos. Outros métodos, como a dosagem de pH do couro cabeludo fetal, podem ser usados como complementares em situações específicas, mas não substituem a CTG como método de triagem primário.
A cardiotocografia avalia a frequência cardíaca fetal (FCF) basal, a variabilidade da FCF, a presença de acelerações e desacelerações (precoces, variáveis, tardias), e a relação da FCF com as contrações uterinas.
A cardiotocografia é indicada para monitorização de rotina em gestações de baixo risco e, de forma contínua, em gestações de alto risco ou quando há suspeita de sofrimento fetal, como mecônio no líquido amniótico ou sangramento vaginal.
Um traçado suspeito pode apresentar desacelerações tardias ou variáveis recorrentes, perda de variabilidade da FCF ou bradicardia persistente. Nesses casos, a conduta pode variar desde a mudança de decúbito materno até a interrupção imediata da gestação.
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