Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024
O acompanhamento do bem-estar fetal é imprescindível durante o pré-natal e intraparto. As técnicas disponíveis enfatizam as características biofísicas do feto como batimentos cardíacos, movimento, respiração e produção de líquidos. Sobre esta avaliação, é CORRETO afirmar que:
Cardiotocografia basal avalia bem-estar fetal por acelerações cardíacas associadas à movimentação fetal, integrando o perfil biofísico.
A cardiotocografia basal é uma ferramenta essencial na avaliação do bem-estar fetal, monitorando as acelerações da frequência cardíaca fetal em resposta aos movimentos. Este componente é crucial para o perfil biofísico fetal, indicando um feto reativo e bem oxigenado, e auxiliando na detecção precoce de hipóxia fetal.
O monitoramento do bem-estar fetal é uma prática fundamental na obstetrícia, tanto no pré-natal de alto risco quanto durante o trabalho de parto. As técnicas disponíveis, como a cardiotocografia (CTG) e o perfil biofísico fetal, fornecem informações valiosas sobre a condição do feto. A CTG basal, que avalia as acelerações da frequência cardíaca fetal em resposta aos movimentos, é um indicador sensível da vitalidade fetal. A interpretação correta desses exames é crucial para identificar precocemente sinais de sofrimento fetal e intervir quando necessário, prevenindo desfechos adversos. É importante que residentes e estudantes compreendam as nuances de cada componente do perfil biofísico e a significância clínica dos padrões da CTG, como as desacelerações, para uma tomada de decisão informada.
O perfil biofísico fetal avalia cinco parâmetros: cardiotocografia (reatividade da frequência cardíaca fetal), movimentos respiratórios fetais, movimentos corporais fetais, tônus fetal e volume de líquido amniótico. Cada parâmetro recebe uma pontuação, e a soma indica o bem-estar fetal.
Acelerações são aumentos transitórios da frequência cardíaca fetal em resposta a movimentos fetais ou estímulos. Sua presença é um sinal de boa oxigenação e reatividade do sistema nervoso central fetal, indicando um feto saudável e não hipóxico. A ausência de acelerações pode ser um sinal de comprometimento fetal.
Desacelerações tardias (DIP2) são quedas da frequência cardíaca fetal que começam após o pico da contração uterina e terminam após o término da contração, com recuperação lenta. Elas indicam insuficiência uteroplacentária e hipóxia. Desacelerações variáveis, por outro lado, são irregulares e associadas à compressão do cordão umbilical.
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