HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2020
Em relação à cardiotocografia anteparto, afirma-se: I. As desacelerações são classificadas em precoces, tardias e variáveis. II. A imaturidade do componente simpático, antes das 32 semanas, influencia na avaliação da variabilidade fetal. III. Considera-se taquicardia fetal valores acima de 160 batimentos por minuto, de forma sustentada. Estão corretas as afirmativas
Cardiotocografia: Desacelerações (precoces, tardias, variáveis). Taquicardia fetal > 160 bpm sustentada.
A cardiotocografia anteparto avalia o bem-estar fetal através da frequência cardíaca fetal (FCF), variabilidade e presença de acelerações/desacelerações. Desacelerações são classificadas em precoces, tardias e variáveis. Taquicardia fetal é FCF > 160 bpm de forma sustentada.
A cardiotocografia anteparto é uma ferramenta fundamental na avaliação do bem-estar fetal, permitindo monitorar a frequência cardíaca fetal (FCF) e a atividade uterina. Sua correta interpretação é essencial para identificar sinais de sofrimento fetal e guiar condutas obstétricas. Os principais parâmetros avaliados incluem a linha de base da FCF, a variabilidade, a presença de acelerações e a ocorrência de desacelerações. As desacelerações são classificadas em precoces, tardias e variáveis, cada uma com implicações clínicas distintas. As desacelerações precoces são simétricas e espelhadas às contrações, geralmente benignas. As tardias são mais preocupantes, indicando hipóxia e insuficiência uteroplacentária. As variáveis são as mais comuns, relacionadas à compressão do cordão, e sua gravidade depende da duração e profundidade. A variabilidade da FCF reflete a interação entre os sistemas nervosos simpático e parassimpático fetais, sendo um indicador crucial da saúde neurológica fetal. Antes das 32 semanas, a imaturidade do sistema parassimpático resulta em menor variabilidade. A taquicardia fetal, definida como FCF sustentada acima de 160 bpm, pode ser um sinal de diversas condições, desde febre materna até hipóxia fetal. A bradicardia fetal, por outro lado, é FCF sustentada abaixo de 110 bpm. Para residentes, o domínio da cardiotocografia é indispensável para a tomada de decisões rápidas e seguras na sala de parto e no acompanhamento pré-natal de alto risco, garantindo a segurança materno-fetal.
As desacelerações precoces são benignas e associadas à compressão cefálica. As tardias indicam insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal. As variáveis são as mais comuns e associadas à compressão do cordão umbilical, podendo ser preocupantes dependendo de sua profundidade e duração.
Antes das 32 semanas de gestação, a variabilidade da frequência cardíaca fetal é naturalmente menor devido à imaturidade do sistema nervoso parassimpático. Após essa idade, espera-se uma variabilidade moderada, indicando um sistema nervoso autônomo fetal maduro e responsivo.
Taquicardia fetal é definida como uma frequência cardíaca fetal sustentada acima de 160 batimentos por minuto. Pode ser causada por febre materna, infecção intra-amniótica, hipotensão materna, uso de drogas (ex: terbutalina), hipóxia fetal leve ou anemia fetal.
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