Cardiotocografia: Interpretação e Padrões de FCF Fetal

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025

Enunciado

A interpretação da Cardiotografia (CTG) anteparto requer critérios bem estabelecidos para avaliar a condição fetal, incluindo a variabilidade da Frequência Cardíaca Fetal (FCF) e a presença de acelerações e desacelerações. Sobre o assunto, há as seguintes afirmativas:I. A variabilidade da FCF basal é considerada moderada quando a amplitude é de 6 a 25 bpm.II. Desacelerações tardias são caracterizadas por uma queda abrupta da FCF com nadir ≥ 15 bpm e duração ≥ 15 segundos.III. A presença de acelerações transitórias da FCF é um indicador de reatividade fetal.Considerando-se as afirmativas como verdadeiras (V) ou falsas (F), a alternativa CORRETA é:

Alternativas

  1. A) V, V, F.
  2. B) V, F, V.
  3. C) V, V, V.
  4. D) F, V, V.

Pérola Clínica

CTG: Variabilidade moderada FCF = 6-25 bpm; Acelerações = reatividade fetal; Desaceleração tardia = gradual, após pico contração.

Resumo-Chave

A interpretação correta da cardiotocografia é crucial para avaliar o bem-estar fetal. A variabilidade moderada da FCF (6-25 bpm) e a presença de acelerações são sinais de vitalidade. Desacelerações tardias são graduais e indicam insuficiência uteroplacentária, diferentemente das variáveis que são abruptas.

Contexto Educacional

A Cardiotocografia (CTG) anteparto é uma ferramenta fundamental na avaliação da vitalidade fetal, permitindo o monitoramento da frequência cardíaca fetal (FCF) e das contrações uterinas. Sua interpretação requer o conhecimento de padrões específicos, como a linha de base da FCF, a variabilidade, a presença de acelerações e desacelerações, para identificar fetos em risco. A variabilidade da FCF basal é um dos parâmetros mais importantes, refletindo a integridade neurológica fetal. Uma variabilidade moderada (amplitude de 6 a 25 bpm) é considerada um sinal de bem-estar. As acelerações transitórias da FCF, que são aumentos abruptos e temporários da FCF, são indicadores de reatividade fetal e, portanto, de um feto saudável. As desacelerações, por outro lado, podem indicar comprometimento fetal. Desacelerações tardias, caracterizadas por uma queda gradual da FCF cujo nadir ocorre após o pico da contração, são preocupantes e sugerem insuficiência uteroplacentária. É crucial diferenciá-las das desacelerações variáveis (abruptas, irregulares, associadas à compressão do cordão) e das desacelerações precoces (simétricas à contração, benignas), para uma conduta obstétrica adequada.

Perguntas Frequentes

O que significa a variabilidade da FCF na CTG?

A variabilidade da FCF reflete a interação entre o sistema nervoso simpático e parassimpático fetal, sendo um indicador importante do bem-estar fetal. A variabilidade moderada (6-25 bpm) é um sinal de boa saúde.

Como diferenciar desacelerações tardias de variáveis na CTG?

Desacelerações tardias são graduais, com o nadir ocorrendo após o pico da contração, e indicam insuficiência uteroplacentária. Desacelerações variáveis são abruptas, com formato irregular, e geralmente associadas à compressão do cordão umbilical.

Qual a importância das acelerações na CTG?

A presença de acelerações transitórias da FCF (aumento de 15 bpm por 15 segundos em gestações > 32 semanas) é um sinal de reatividade fetal e indica um feto bem oxigenado e com bom prognóstico.

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