SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023
Lúcia, 41 anos, G2P0A1, idade gestacional de 37 semanas, apresentando Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) compensada com dieta, diagnosticada em teste de sobrecarga oral com 75 g de glicose na 24ª semana de gestação. Comparece à consulta pré-natal referindo discreta diminuição da movimentação fetal nas últimas 24h. Em relação à cardiotocografia (CTG) anteparto, na avaliação da vitalidade deste feto, podemos afirmar:
CTG anteparto avalia linha de base, variabilidade, acelerações e movimentação fetal para vitalidade.
A cardiotocografia anteparto é uma ferramenta essencial para avaliar a vitalidade fetal, especialmente em gestações de risco como o Diabetes Mellitus Gestacional. Seus parâmetros fornecem informações cruciais sobre o bem-estar do feto, indicando sua oxigenação e integridade neurológica.
A cardiotocografia (CTG) anteparto é um método não invasivo de avaliação da vitalidade fetal, amplamente utilizado em gestações de alto risco, como no caso de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG). Ela monitora a frequência cardíaca fetal (FCF) e as contrações uterinas, fornecendo informações sobre o estado de oxigenação e bem-estar do feto. A diminuição da movimentação fetal é um sinal de alerta que justifica a realização da CTG. Os parâmetros essenciais para a interpretação da CTG incluem a linha de base da FCF (normalmente entre 110-160 bpm), a variabilidade da FCF (indicando a integridade do sistema nervoso autônomo fetal), a presença de acelerações transitórias (aumentos da FCF associados à movimentação fetal, indicando boa oxigenação) e a ausência de desacelerações preocupantes. A observação da movimentação fetal também é um componente importante da avaliação. Uma CTG é classificada como reativa (normal) ou não reativa (anormal, necessitando de investigação adicional). A frequência de realização da CTG em gestações de risco varia, mas geralmente é semanal ou duas vezes por semana, dependendo do risco e dos achados. O conhecimento aprofundado desses parâmetros é fundamental para residentes na tomada de decisões clínicas e no manejo adequado de gestações de alto risco.
Os principais parâmetros são a linha de base da frequência cardíaca fetal (FCF), a variabilidade da FCF (curta e longa duração), a presença de acelerações transitórias (aumentos da FCF) e a ocorrência de desacelerações. A observação da movimentação fetal também é um componente importante.
Uma CTG é considerada reativa quando a FCF de base está entre 110-160 bpm, com variabilidade moderada e presença de pelo menos duas acelerações de 15 bpm por 15 segundos em 20 minutos de exame, sem desacelerações. Isso indica um bom bem-estar fetal.
A CTG anteparto é indicada em gestações de alto risco, como diabetes gestacional, hipertensão, restrição de crescimento fetal, oligodrâmnio, ou quando há queixa de diminuição da movimentação fetal. Geralmente, é iniciada a partir da 32ª semana, com frequência semanal ou duas vezes por semana.
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