PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Durante o trabalho de parto espontâneo de uma gestação com 40 semanas e dois dias e complicada por hipotiroidismo materno, o traçado cardiotocográfico foi obtido e está apresentado a seguir. Interprete o registro gráfico nas regiões marcadas como A, B, C e D. Faça a correspondência dessas regiões na coluna 1 com os achados descritos na coluna 2 e assinale a sequência CORRETA: COLUNA 1Região A; Região B; Região C; Região D. COLUNA 2( ) Aceleração transitória da frequência cardíaca fetal; ( ) Contrações uterinas; ( ) Movimento fetal; ( ) Linha de base da frequência cardíaca fetal;
Cardiotocografia: Acelerações indicam bem-estar fetal; contrações uterinas são registradas na parte inferior do traçado.
A cardiotocografia é uma ferramenta essencial para monitorar o bem-estar fetal durante o trabalho de parto. A correta interpretação dos padrões, como a linha de base da frequência cardíaca fetal, a presença de acelerações (associadas a movimentos fetais) e o registro das contrações uterinas, é crucial para identificar sinais de sofrimento fetal e guiar a conduta obstétrica.
A cardiotocografia é um método de monitoramento eletrônico fetal que registra simultaneamente a frequência cardíaca fetal (FCF) e a atividade uterina. É amplamente utilizada no pré-parto e intraparto para avaliar o bem-estar fetal, especialmente em gestações de risco ou durante o trabalho de parto espontâneo. A interpretação correta do traçado é crucial para identificar sinais de sofrimento fetal e tomar decisões clínicas oportunas. Um traçado cardiotocográfico típico apresenta duas linhas: a superior registra a FCF e a inferior, as contrações uterinas. A linha de base da FCF reflete o estado autonômico do feto. As acelerações são aumentos transitórios da FCF, geralmente associados a movimentos fetais, indicando boa oxigenação. As contrações uterinas são essenciais para o progresso do trabalho de parto, e sua frequência e intensidade são monitoradas. A avaliação da cardiotocografia deve considerar a linha de base, variabilidade, acelerações, desacelerações e contrações uterinas. A presença de acelerações e variabilidade moderada da FCF são sinais de um feto bem oxigenado. Desacelerações, especialmente as tardias ou variáveis graves, podem indicar hipóxia fetal e exigir intervenção. O conhecimento aprofundado desses padrões é indispensável para a segurança materno-fetal e para o sucesso em provas de residência médica.
Uma aceleração transitória indica um aumento abrupto e temporário na frequência cardíaca fetal acima da linha de base. Geralmente, está associada a movimentos fetais e é um sinal de boa oxigenação e bem-estar fetal, sendo um achado tranquilizador.
As contrações uterinas são registradas na parte inferior do traçado cardiotocográfico, por meio de um tocômetro externo. Elas aparecem como elevações na linha, indicando a frequência, duração e intensidade relativa das contrações.
A linha de base da frequência cardíaca fetal é a média da frequência cardíaca fetal em um período de 10 minutos, excluindo acelerações e desacelerações. Ela é um indicador fundamental do estado basal do feto e sua variação (taquicardia ou bradicardia) pode sinalizar condições como hipóxia, infecção ou uso de medicamentos maternos.
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