Cardiotocografia: Sinais de Bem-Estar Fetal no Trabalho de Parto

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021

Enunciado

Parturiente de termo está internada no pré-parto, com o seguinte exame: DU: 3/45''/10', colo dilatado para 5,0 cm, bolsa integra, feto cefálico. Foi realizada uma cardiotocografia para avaliar o bem estar fetal, de acordo com esse exame, você pode informar que:

Alternativas

  1. A) as presenças de desacelerações precoces indicam sofrimento fetal agudo.
  2. B) a presença de variabilidade cardíaca fetal é intranquilizador.
  3. C) as presenças de desacelerações tardias são de bom prognóstico.
  4. D) a presença de duas acelerações transitórias é tranquilizador.

Pérola Clínica

Cardiotocografia: Presença de acelerações transitórias = Feto reativo, padrão tranquilizador.

Resumo-Chave

A presença de acelerações transitórias na cardiotocografia é um sinal de reatividade fetal e indica um padrão tranquilizador de bem-estar fetal. Desacelerações precoces são benignas, mas tardias e variabilidade reduzida são sinais de alerta para sofrimento fetal.

Contexto Educacional

A cardiotocografia (CTG) é um método de monitoramento fetal amplamente utilizado no pré-parto e intraparto para avaliar o bem-estar fetal. Ela registra a frequência cardíaca fetal (FCF) e a atividade uterina, permitindo identificar padrões que podem indicar hipóxia ou sofrimento fetal. A interpretação correta da CTG é uma habilidade crucial para residentes em ginecologia e obstetrícia. Os parâmetros avaliados na CTG incluem a FCF basal, a variabilidade da FCF (curta e longa duração), a presença de acelerações transitórias e a ocorrência de desacelerações. Acelerações transitórias são aumentos abruptos e temporários da FCF, geralmente associados a movimentos fetais, e sua presença é um sinal tranquilizador de um feto reativo e bem oxigenado. Por outro lado, desacelerações tardias e a redução da variabilidade da FCF são sinais de alerta importantes, indicando possível insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal. Desacelerações precoces, embora sejam quedas da FCF, são benignas e associadas à compressão da cabeça fetal durante as contrações. Dominar a interpretação desses padrões é fundamental para tomar decisões clínicas oportunas e garantir a segurança materno-fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os padrões tranquilizadores na cardiotocografia?

Os padrões tranquilizadores incluem uma frequência cardíaca fetal (FCF) basal normal (110-160 bpm), variabilidade moderada (6-25 bpm), ausência de desacelerações tardias ou variáveis complicadas, e a presença de acelerações transitórias.

O que indicam as desacelerações tardias na cardiotocografia?

Desacelerações tardias são quedas da FCF que começam após o pico da contração uterina e retornam à linha de base após o término da contração, indicando insuficiência uteroplacentária e sofrimento fetal.

Qual a importância da variabilidade da frequência cardíaca fetal?

A variabilidade da FCF reflete a interação entre os sistemas nervoso simpático e parassimpático e é o indicador mais sensível do bem-estar fetal. Uma variabilidade reduzida ou ausente é um sinal de alerta para hipóxia fetal.

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