CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2023
O exame de cardiotocografia que demonstra traçado de desacelerações periódicas com intervalo de decalagem de 50 segundos tem o nome de:
CTG: Desacelerações periódicas com decalagem > 20s (ou após pico da contração) = DIP II → Insuficiência uteroplacentária.
As desacelerações tardias (DIP II) na cardiotocografia são caracterizadas por seu início após o pico da contração uterina e retorno à linha de base após o término da contração, com um intervalo de decalagem. Elas indicam insuficiência uteroplacentária e são um sinal de sofrimento fetal, exigindo avaliação e conduta imediatas.
A cardiotocografia (CTG) é um método de monitoramento fetal amplamente utilizado na obstetrícia para avaliar o bem-estar do feto. Ela registra a frequência cardíaca fetal (FCF) e as contrações uterinas, permitindo a identificação de padrões que podem indicar hipóxia ou sofrimento fetal. A interpretação correta dos traçados é fundamental para a tomada de decisões clínicas, especialmente em situações de risco. As desacelerações tardias, ou DIP II, são um padrão preocupante na CTG. Elas refletem uma resposta do feto à hipóxia causada por insuficiência uteroplacentária, onde o fluxo sanguíneo para a placenta é reduzido durante as contrações. O atraso no início e no retorno da FCF à linha de base em relação à contração uterina é o principal critério diagnóstico, indicando que o feto está sob estresse e não consegue se recuperar rapidamente. O manejo da DIP II depende da sua persistência e da condição clínica geral da gestante e do feto. Pode envolver medidas de reanimação intrauterina, como mudança de decúbito materno, hidratação e oxigenoterapia, mas frequentemente indica a necessidade de interrupção da gestação, seja por parto vaginal ou cesariana, dependendo da viabilidade e da urgência da situação. A identificação precoce e a intervenção adequada são cruciais para melhorar os resultados perinatais.
A DIP II é caracterizada por desacelerações periódicas que se iniciam após o pico da contração uterina e retornam à linha de base após o término da contração, com um intervalo de decalagem de pelo menos 20 segundos.
A presença de DIP II indica insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal, sendo um sinal de sofrimento fetal que requer avaliação imediata e, frequentemente, intervenção obstétrica para evitar desfechos adversos.
Diferencia-se de DIP I (precoce) pelo início após o pico da contração e de desacelerações variáveis pela sua periodicidade e forma mais uniforme, além da ausência de relação com a compressão do cordão umbilical.
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