Cardiotocografia: Diagnóstico de Sofrimento Fetal Agudo

HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2015

Enunciado

Uma paciente gestante, primigesta a termo, está internada em trabalho de parto e encontra-se em monitorização fetal no centro obstétrico. A ausculta cardíaca fetal é de 105 bpm. A cardiotocografia anteparto mostra frequência cardíaca fetal com variabilidade menor que 10 bpm (referência: 10 a 25 bpm), sem presença de acelerações transitórias, e movimentação fetal ausente mesmo após estímulo. No caso hipotético, o laudo do exame e a hipótese diagnóstica são:

Alternativas

  1. A) Padrão tranquilizador – trabalho de parto habitual.
  2. B) Padrão não tranquilizador – sofrimento fetal crônico.
  3. C) Padrão não tranquilizador – sofrimento fetal agudo.
  4. D) Padrão tranquilizador – desaceleração transitória.
  5. E) Padrão não tranquilizador – rotura uterina

Pérola Clínica

FCF 105 bpm + variabilidade ↓ + sem acelerações + movimentação fetal ausente → Padrão não tranquilizador = Sofrimento fetal agudo.

Resumo-Chave

Bradicardia fetal (FCF < 110 bpm), variabilidade reduzida e ausência de acelerações transitórias, especialmente com movimentação fetal ausente, configuram um padrão não tranquilizador na cardiotocografia, indicativo de sofrimento fetal agudo e hipóxia.

Contexto Educacional

A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial na monitorização do bem-estar fetal, tanto anteparto quanto intraparto, avaliando a frequência cardíaca fetal (FCF) e a atividade uterina. Um padrão de CTG "não tranquilizador" é um sinal de alerta para possível sofrimento fetal, que pode ser agudo ou crônico, dependendo da persistência e gravidade dos achados. Neste caso, a FCF de 105 bpm (bradicardia), a variabilidade menor que 10 bpm (reduzida/ausente) e a ausência de acelerações transitórias, somadas à movimentação fetal ausente mesmo após estímulo, configuram um padrão de CTG claramente não tranquilizador. Esses achados são altamente sugestivos de hipóxia fetal aguda, que pode levar a acidemia e lesão neurológica se não for rapidamente corrigida. A interpretação correta da CTG é crucial para o residente. A bradicardia persistente, a variabilidade reduzida ou ausente e a ausência de acelerações são sinais de comprometimento fetal que exigem intervenção imediata. O sofrimento fetal agudo é uma emergência obstétrica que geralmente demanda a interrupção rápida da gestação para evitar desfechos adversos para o feto.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais parâmetros avaliados na cardiotocografia?

Os principais parâmetros são a frequência cardíaca fetal basal, a variabilidade da FCF, a presença de acelerações transitórias e a presença e tipo de desacelerações.

O que indica um padrão não tranquilizador na cardiotocografia?

Um padrão não tranquilizador indica possível comprometimento do bem-estar fetal, como hipóxia, e pode incluir bradicardia, taquicardia persistente, variabilidade reduzida ou ausente, e desacelerações tardias ou variáveis graves.

Qual a conduta diante de um sofrimento fetal agudo?

A conduta imediata é a interrupção da gestação, geralmente por cesariana de emergência, após medidas de reanimação intrauterina como mudança de decúbito materno, oxigenoterapia e hidratação.

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