Cardiotocografia Categoria III: Identificação e Conduta Urgente

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024

Enunciado

Primigesta com 32 anos de idade, 40 semanas de gestação, internada com queixa de contrações uterinas fortes e perda de líquido há 30 minutos. O pré-natal foi sem intercorrências. Ao exame obstétrico, foi observada dilatação cervical de 4 cm. Considerando o quadro clínico e a cardiotocografia da paciente em anexo, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) Cardiotocografia categoria I, com presença de DIPs tardios, indicando insuficiência placentária e resolução imediata da gestação.
  2. B) Cardiotocografia Categoria I, com DIPs precoces, por compressão cefálica, de ocorrência no final do período expulsivo.
  3. C) Cardiotocografia categoria III, com frequência cardíaca fetal dentro da normalidade, ocorrência de DIPs tardios, indicando compressão de cordão umbilical.
  4. D) Cardiotocografia categoria III, com ausência de variabilidade basal, indicando hipóxia fetal grave e resolução imediata da gestação.

Pérola Clínica

Cardiotocografia Categoria III + ausência variabilidade basal → hipóxia fetal grave = resolução imediata.

Resumo-Chave

Uma cardiotocografia Categoria III é um achado preocupante que indica hipóxia fetal grave e exige resolução imediata da gestação. Caracteriza-se pela ausência de variabilidade da linha de base, acompanhada de bradicardia fetal, desacelerações tardias ou variáveis recorrentes, ou padrão sinusoidal. A ausência de variabilidade basal é um dos sinais mais ominosos.

Contexto Educacional

A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial no monitoramento fetal intraparto, avaliando a vitalidade fetal através da frequência cardíaca fetal (FCF), variabilidade, acelerações e desacelerações. A correta interpretação da CTG é crucial para identificar sofrimento fetal e intervir a tempo, prevenindo desfechos adversos. A classificação da CTG em categorias I, II e III auxilia na tomada de decisão. A Categoria III representa um padrão anormal, altamente preditivo de acidemia fetal e hipóxia grave. Seus critérios incluem ausência de variabilidade da linha de base associada a bradicardia fetal, desacelerações tardias ou variáveis recorrentes, ou um padrão sinusoidal. A ausência de variabilidade basal é um sinal ominoso de disfunção do sistema nervoso central fetal. Diante de uma CTG Categoria III, a conduta é a resolução imediata da gestação, geralmente por cesariana de emergência, após tentativas de manobras de reanimação intrauterina (mudança de decúbito, oxigênio, hidratação, suspensão de ocitocina). Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente esses padrões e agir prontamente para otimizar o prognóstico neonatal.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para uma cardiotocografia Categoria III?

Uma CTG Categoria III é definida pela ausência de variabilidade da linha de base, acompanhada de bradicardia fetal, desacelerações tardias ou variáveis recorrentes, ou um padrão sinusoidal. Qualquer um desses achados com ausência de variabilidade basal classifica a CTG como Categoria III.

O que a ausência de variabilidade basal na cardiotocografia indica?

A ausência de variabilidade basal é um sinal ominoso que indica disfunção do sistema nervoso central fetal, frequentemente associada a hipóxia fetal grave e acidemia, e requer avaliação e intervenção urgentes.

Qual a conduta imediata diante de uma cardiotocografia Categoria III?

A conduta imediata é a resolução da gestação, geralmente por cesariana de emergência, após tentativas de manobras de reanimação intrauterina como mudança de decúbito materno, administração de oxigênio e hidratação intravenosa, e suspensão de ocitocina.

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