HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020
Considere o traçado da cardiotocografia abaixo. De acordo com o traçado, é correto inferir que há
Desaceleração tardia (após pico da contração) → Hipóxia fetal por insuficiência uteroplacentária e resposta vagal.
Desacelerações tardias na cardiotocografia são indicativas de insuficiência uteroplacentária, onde o fluxo sanguíneo para o feto é comprometido durante as contrações, levando à hipóxia e subsequente ativação do sistema nervoso parassimpático (vagal), resultando em bradicardia fetal.
A cardiotocografia (CTG) é um método de monitorização fetal intraparto que avalia a frequência cardíaca fetal (FCF) em relação às contrações uterinas. É uma ferramenta essencial para identificar sinais de sofrimento fetal e guiar a conduta obstétrica. A interpretação correta dos padrões da CTG, incluindo a linha de base, variabilidade, acelerações e desacelerações, é fundamental para a segurança materno-fetal. As desacelerações tardias são um padrão preocupante na CTG, indicando insuficiência uteroplacentária. Isso significa que a placenta não consegue fornecer oxigênio suficiente ao feto, especialmente durante as contrações uterinas, quando o fluxo sanguíneo para o espaço interviloso é temporariamente reduzido. A hipóxia resultante leva à ativação do sistema nervoso autônomo fetal, com predominância vagal, causando a queda da FCF. A identificação de desacelerações tardias requer intervenção imediata para otimizar a oxigenação fetal e, se necessário, considerar a interrupção da gestação. Medidas como mudança de decúbito materno, oxigenoterapia, hidratação venosa e, em alguns casos, tocolíticos podem ser empregadas para melhorar o fluxo uteroplacentário. A persistência ou agravamento das desacelerações tardias é um forte indicativo de necessidade de parto urgente.
Desacelerações tardias são quedas transitórias na frequência cardíaca fetal que começam após o pico da contração uterina e retornam à linha de base após o término da contração. Elas indicam hipóxia fetal devido à insuficiência uteroplacentária.
A fisiopatologia envolve a diminuição do fluxo sanguíneo para a placenta durante a contração uterina, levando à hipóxia fetal. Essa hipóxia estimula quimiorreceptores, que ativam o sistema nervoso parassimpático (nervo vago), causando bradicardia fetal.
Diante de desacelerações tardias persistentes, a conduta inclui medidas de reanimação intrauterina (mudança de decúbito, oxigenoterapia, hidratação venosa, tocolíticos se hiperestimulação) e, se não houver melhora, a interrupção da gestação, geralmente por cesariana, é indicada.
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