Cardiotocografia: Parâmetros Essenciais para Interpretação

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2022

Enunciado

Jovem, 25 anos de idade, gestante de 35 semanas, sem comorbidades, primigesta, vem ao pronto-atendimento da maternidade com queixa de dor abdominal a cada 3 minutos. Nega febre ou perda de líquido por via vaginal. Ao exame: abdome com tónus uterino preservado, dinâmica uterina presente, rítmica e de moderada intensidade a cada 3 minutos, com duração de 40 segundos cada contração. Altura uterina: 32cm. Batimentos cardíacos fetais: 144bpm em quadrante inferior esquerdo. Toque vaginal: 4cm de dilatação, bolsa íntegra, polo cefálico ainda alto. Paciente encaminhada para realização de cardiotocografia, tendo, no meio do exame, evoluído com ruptura de bolsa e perda de líquido amniótico via vaginal; com desaceleração importante dos batimentos cardiofetais.Identifique os parâmetros para a interpretação de uma cardiotocografia: 

Alternativas

  1. A) Frequência cardíaca basal, variabilidade da frequência cardíaca, contrações uterinas e presença de desacelerações.
  2. B) Frequência cardíaca, movimentação fetal, contrações e acelerações.
  3. C) Linha de base, movimentação fetal, tónus uterino e desacelerações.
  4. D) Tónus fetal, movimentação fetal, frequência cardíaca basal fetal e materna.

Pérola Clínica

Parâmetros da CTG: Frequência cardíaca basal, variabilidade, contrações uterinas e presença/tipo de desacelerações.

Resumo-Chave

A cardiotocografia é uma ferramenta essencial para a avaliação do bem-estar fetal, analisando a frequência cardíaca basal, a variabilidade (curta e longa), a presença e características das contrações uterinas, e a ocorrência de acelerações e desacelerações da frequência cardíaca fetal.

Contexto Educacional

A cardiotocografia (CTG) é um método de monitoramento eletrônico fetal amplamente utilizado na obstetrícia para avaliar o bem-estar fetal, tanto no pré-parto quanto durante o trabalho de parto. Sua correta interpretação é fundamental para identificar sinais de sofrimento fetal e guiar condutas clínicas, sendo um conhecimento essencial para residentes em ginecologia e obstetrícia. A CTG registra simultaneamente a frequência cardíaca fetal (FCF) e a atividade uterina. Os parâmetros essenciais para sua interpretação incluem a frequência cardíaca basal (média da FCF em um período de 10 minutos), a variabilidade da FCF (oscilações da linha de base, refletindo a interação autonômica), a presença de acelerações (aumentos transitórios da FCF, indicando bem-estar) e a ocorrência de desacelerações (quedas transitórias da FCF, que podem indicar hipóxia ou compressão). As contrações uterinas são avaliadas quanto à frequência, duração e intensidade. A análise conjunta desses parâmetros permite classificar o traçado em categorias (normal, suspeito, alterado) e determinar a necessidade de intervenção. A identificação precoce de desacelerações importantes, como as tardias ou variáveis complexas, é crucial para evitar desfechos adversos e garantir a segurança materno-fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais parâmetros avaliados na cardiotocografia?

Os principais parâmetros são a frequência cardíaca basal fetal, a variabilidade da frequência cardíaca (curta e longa), a presença e características das contrações uterinas, e a ocorrência e tipo de acelerações e desacelerações.

O que indica a variabilidade da frequência cardíaca fetal na CTG?

A variabilidade reflete a interação entre os sistemas nervoso simpático e parassimpático, sendo um indicador crucial da oxigenação e bem-estar fetal. Uma boa variabilidade é um sinal de saúde fetal.

Quais são os tipos de desacelerações e suas implicações?

Existem desacelerações precoces (associadas à compressão cefálica), tardias (associadas à insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal) e variáveis (associadas à compressão do cordão umbilical). As desacelerações tardias são as mais preocupantes.

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