SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2015
Primigesta em trabalho de parto, apresentação cefálica, com 3 cm de dilatação, apresenta o seguinte traçado na cardiotocografia. (VER IMAGEM). A melhor conduta é:
CTG reativa em fase latente do trabalho de parto → aguardar evolução fisiológica.
Em uma primigesta com 3 cm de dilatação, ela está na fase latente do trabalho de parto. Se a cardiotocografia (CTG) mostra um padrão reativo (normal), a conduta mais adequada é a observação e o suporte, permitindo a progressão fisiológica do parto sem intervenções desnecessárias.
O monitoramento fetal durante o trabalho de parto é uma ferramenta essencial para avaliar o bem-estar do feto e guiar as decisões clínicas. A cardiotocografia (CTG) é o método mais comum, registrando a frequência cardíaca fetal (FCF) e as contrações uterinas. A interpretação correta da CTG é um pilar na formação de residentes em ginecologia e obstetrícia, pois permite identificar padrões que indicam sofrimento fetal e aqueles que tranquilizam quanto à vitalidade fetal. Em uma primigesta, a fase latente do trabalho de parto pode ser prolongada, e a dilatação cervical de 3 cm ainda se enquadra nessa fase. Se a CTG apresenta um padrão reativo, ou seja, sem sinais de comprometimento fetal (FCF basal normal, variabilidade moderada, acelerações presentes e ausência de desacelerações preocupantes), a conduta mais apropriada é a expectante. Isso significa aguardar a evolução natural do trabalho de parto, oferecendo suporte e conforto à paciente, sem intervenções desnecessárias. Intervenções como a administração de ocitocina para acelerar o parto ou a indicação de cesariana devem ser reservadas para situações onde há evidência de falha de progressão na fase ativa, sofrimento fetal, ou outras complicações maternas ou fetais. A prática baseada em evidências busca reduzir a taxa de cesarianas e intervenções desnecessárias, promovendo um parto mais fisiológico e seguro para mãe e bebê.
Uma CTG reativa apresenta frequência cardíaca fetal basal entre 110-160 bpm, variabilidade moderada (6-25 bpm), ausência de desacelerações tardias ou variáveis significativas, e a presença de pelo menos duas acelerações de 15 bpm por 15 segundos em 20 minutos.
A fase latente do trabalho de parto é caracterizada por contrações uterinas irregulares e menos intensas, com dilatação cervical de até 5-6 cm, e apagamento progressivo do colo.
A ocitocina é indicada para indução ou condução do trabalho de parto em casos de falha de progressão na fase ativa, ou em situações específicas como pré-eclâmpsia, rotura prematura de membranas, ou gestação pós-termo, sempre com monitoramento rigoroso.
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