Cardiotocografia Categoria I: Interpretação e Conduta no Parto

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Primigesta de 25 anos de idade, com 38 semanas de gestação é admitida em trabalho de parto com 6 cm de dilatação do colo uterino, apresentação cefálica fletida, bolsa rota espontânea no momento do exame, com líquido claro com grumos. Restante do exame físico em bom estado geral, PA 110/70 mmHg; altura uterina de 34 cm. Realizou uma cardiotocografia que está apresentada abaixo: Assinale a alternativa que representa corretamente a interpretação da cardiotocografia e a conduta adequada.

Alternativas

  1. A) Categoria III - anormal; resolução da gestação por cesárea devido ao risco de óbito fetal iminente por suspeita de anóxia fetal.
  2. B) Categoria II - indeterminada; oferecer dieta leve e mudança de decúbito para reavaliar mudança para categoria I – normal.
  3. C) Categoria II - indeterminada; resolução da gestação por cesariana pela suspeita de sofrimento fetal agudo.
  4. D) Categoria I - normal; observar a evolução do trabalho de parto e verificar condições materna e fetal periodicamente.

Pérola Clínica

CTG Categoria I = normal, indica bem-estar fetal e permite evolução do trabalho de parto.

Resumo-Chave

A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial para monitorar o bem-estar fetal durante o trabalho de parto. Uma CTG Categoria I indica um padrão normal, com boa variabilidade, ausência de desacelerações tardias ou variáveis e acelerações presentes, permitindo a progressão do parto vaginal.

Contexto Educacional

A cardiotocografia é um método de monitorização eletrônica fetal amplamente utilizado para avaliar o bem-estar do feto durante a gestação e, principalmente, no trabalho de parto. Sua correta interpretação é fundamental para identificar precocemente sinais de sofrimento fetal e guiar a conduta obstétrica, evitando desfechos adversos para mãe e bebê. Residentes devem dominar a classificação e as implicações clínicas de cada categoria. A classificação da CTG em Categoria I (normal), Categoria II (indeterminada) e Categoria III (anormal) baseia-se em parâmetros como frequência cardíaca fetal basal, variabilidade, presença de acelerações e desacelerações. Uma CTG Categoria I é altamente preditiva de um feto bem oxigenado e sem acidemia, permitindo a progressão do trabalho de parto vaginal com segurança, desde que outros parâmetros clínicos também sejam favoráveis. Em casos de CTG Categoria I, a conduta é expectante, com monitorização contínua ou intermitente, dependendo do protocolo da instituição e dos fatores de risco maternos e fetais. É importante reavaliar periodicamente a CTG e o quadro clínico geral da gestante para garantir a manutenção do bem-estar fetal e a segurança da progressão do trabalho de parto. Qualquer alteração para Categoria II ou III exigiria uma reavaliação e possíveis intervenções.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para uma cardiotocografia Categoria I?

Uma CTG Categoria I apresenta frequência cardíaca fetal basal entre 110-160 bpm, variabilidade moderada, ausência de desacelerações tardias ou variáveis e presença de acelerações ou ausência de desacelerações precoces.

Qual a conduta diante de uma CTG Categoria I em trabalho de parto?

A conduta é observar a evolução do trabalho de parto e monitorar periodicamente as condições maternas e fetais, pois a Categoria I indica bem-estar fetal e não requer intervenção imediata.

O que significa a variabilidade da frequência cardíaca fetal na CTG?

A variabilidade da FCF reflete a interação entre os sistemas nervosos simpático e parassimpático, sendo um indicador crucial da oxigenação e integridade neurológica fetal. Variabilidade moderada é um sinal de bem-estar.

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