HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2020
Gestante de 37 semanas apresenta a seguinte cardiotocografia: É correto afirmar que:
CTG: Variabilidade reduzida da FCF → sinal de sofrimento fetal crônico ou hipóxia.
A variabilidade da frequência cardíaca fetal é um dos parâmetros mais importantes na cardiotocografia para avaliar a vitalidade fetal. Uma variabilidade reduzida, especialmente em gestação a termo, pode indicar hipóxia fetal crônica ou acidose, exigindo investigação e conduta.
A cardiotocografia (CTG) é um método de monitoramento da vitalidade fetal amplamente utilizado no terceiro trimestre da gestação e durante o trabalho de parto. Ela registra a frequência cardíaca fetal (FCF) e as contrações uterinas, permitindo a avaliação da oxigenação e do bem-estar do feto. A interpretação correta da CTG é crucial para identificar fetos em risco e prevenir desfechos adversos. Os principais parâmetros avaliados na CTG incluem a FCF basal, a variabilidade (oscilações da FCF), a presença de acelerações (aumentos transitórios da FCF) e desacelerações (quedas transitórias da FCF). A variabilidade é um indicador direto da função do sistema nervoso autônomo fetal e da oxigenação cerebral. Uma variabilidade normal (6-25 bpm) sugere um feto bem oxigenado, enquanto uma variabilidade reduzida (<5 bpm) ou ausente pode indicar hipóxia fetal, acidose ou efeito de medicamentos. O reconhecimento de padrões anormais na CTG, como a variabilidade reduzida, é fundamental para a tomada de decisão clínica. Em casos de variabilidade persistentemente reduzida, especialmente na ausência de acelerações e com a presença de desacelerações, a investigação adicional (como perfil biofísico ou dopplerfluxometria) e a consideração de interrupção da gestação podem ser necessárias para evitar sofrimento fetal grave e suas complicações.
A cardiotocografia avalia a frequência cardíaca fetal basal, a variabilidade (curta e longa), a presença de acelerações, desacelerações (precoces, tardias, variáveis) e a presença de contrações uterinas.
Variabilidade reduzida da FCF indica uma diminuição na oscilação da frequência cardíaca fetal, que pode ser um sinal de hipóxia fetal, acidose, uso de medicamentos maternos (sedativos), prematuridade extrema ou anomalias congênitas.
A conduta depende do contexto clínico, mas geralmente envolve a investigação da causa, como a realização de um perfil biofísico fetal, e a consideração de intervenção obstétrica se houver outros sinais de comprometimento fetal.
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