HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Paciente de 27 anos, G2P1, está internada em trabalho de parto. Durante cardiotocografia, observado desacelerações variáveis. Este achado é mais compatível com:
Desacelerações variáveis na cardiotocografia → compressão do cordão umbilical.
Desacelerações variáveis são caracterizadas por uma queda abrupta e irregular da frequência cardíaca fetal, sem relação consistente com as contrações uterinas. Elas são o achado mais comum de compressão do cordão umbilical, que pode levar à hipóxia fetal se prolongada ou recorrente.
A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial no monitoramento fetal durante o trabalho de parto, permitindo a avaliação da vitalidade fetal através da análise da frequência cardíaca fetal (FCF) e sua relação com as contrações uterinas. A identificação e interpretação correta dos padrões de FCF são cruciais para a tomada de decisões clínicas e para prevenir resultados adversos. As desacelerações variáveis são um padrão comum na CTG, caracterizadas por uma queda abrupta na FCF, com início, profundidade e duração variáveis, e sem uma relação consistente com o pico da contração uterina. Elas são classicamente associadas à compressão do cordão umbilical, que pode ser causada por prolapso, enrolamento, ou compressão entre o feto e a parede uterina. A compressão do cordão leva a uma oclusão transitória do fluxo sanguíneo, resultando em hipóxia e acidose fetal se forem prolongadas ou muito frequentes. O manejo das desacelerações variáveis depende de sua frequência, profundidade e da presença de outros sinais de comprometimento fetal. Intervenções podem incluir mudança de posição materna, hidratação, tocolíticos para reduzir a atividade uterina, ou, em casos de padrão persistente e preocupante, a consideração de parto. Residentes devem dominar a interpretação da CTG para garantir a segurança materno-fetal.
Desacelerações variáveis são quedas abruptas e irregulares na frequência cardíaca fetal, com início e recuperação variáveis, e sem relação consistente com o pico das contrações uterinas.
A principal causa das desacelerações variáveis é a compressão do cordão umbilical, que pode ser transitória e levar a uma diminuição do fluxo sanguíneo fetal, resultando na resposta cardíaca observada.
Desacelerações variáveis são irregulares e não espelham as contrações. Desacelerações precoces são simétricas e espelhadas às contrações (compressão cefálica). Desacelerações tardias são simétricas, iniciam após o pico da contração e persistem após seu término (insuficiência uteroplacentária).
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