Cardiotocografia: Interpretação das Desacelerações Fetais

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025

Enunciado

A monitorização externa da frequência cardíaca fetal, obtendo-se um registro com qualidade suficiente é denominado de cardiotocografia. A respeito da interpretação da cardiotocografia, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) As desacelerações variáveis (em forma de V) estão associadas a uma resposta ligada à má perfusão placentária crônica.
  2. B) As desacelerações tardias têm um início e um retorno lentos à linha de base ou variabilidade reduzida dentro da desaceleração.
  3. C) As desacelerações precoces estão associadas à ocorrência de hipóxia fetal.
  4. D) As desacelerações prolongadas são aquelas que têm uma duração superior a 10 minutos.
  5. E) As desacelerações que duram mais de 3 minutos passam a ser chamadas de bradicardia fetal.

Pérola Clínica

Desacelerações tardias: início e retorno lentos, após pico da contração, indicam insuficiência uteroplacentária.

Resumo-Chave

As desacelerações tardias são um sinal preocupante na cardiotocografia, caracterizadas por um início e retorno lentos à linha de base, ocorrendo após o pico da contração uterina. Elas refletem insuficiência uteroplacentária e hipoxemia fetal, exigindo avaliação e conduta imediatas.

Contexto Educacional

A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial na monitorização da vitalidade fetal, amplamente utilizada na prática obstétrica e um tópico fundamental para a residência médica. Ela permite avaliar a frequência cardíaca fetal (FCF) em relação às contrações uterinas, fornecendo informações cruciais sobre o bem-estar do feto. A interpretação da CTG baseia-se na análise de cinco parâmetros: linha de base da FCF, variabilidade, acelerações, desacelerações e contrações uterinas. As desacelerações são quedas transitórias na FCF e sua classificação (precoce, variável, tardia) é vital para determinar a causa e a gravidade do comprometimento fetal. As desacelerações tardias, em particular, são indicativas de insuficiência uteroplacentária e hipoxemia fetal, exigindo atenção imediata. As desacelerações tardias são caracterizadas por um início gradual e um retorno lento à linha de base, com o nadir da desaceleração ocorrendo após o pico da contração uterina. Elas refletem uma resposta fetal à hipoxemia. O reconhecimento preciso desses padrões e a diferenciação de outros tipos de desacelerações são cruciais para a tomada de decisão clínica, que pode variar desde a observação até a intervenção obstétrica urgente, como o parto.

Perguntas Frequentes

Quais são os tipos de desacelerações na cardiotocografia e o que cada uma indica?

Existem três tipos principais: precoces (benignas, espelham a contração, por compressão cefálica), variáveis (irregulares, por compressão de cordão) e tardias (início e retorno lentos, após a contração, indicam insuficiência uteroplacentária e hipoxemia fetal).

Qual a importância das desacelerações tardias na avaliação fetal?

As desacelerações tardias são o padrão mais preocupante, pois indicam hipoxemia fetal e acidose, resultantes de insuficiência uteroplacentária. Sua presença requer avaliação imediata do bem-estar fetal e, frequentemente, intervenção obstétrica.

Quando uma desaceleração é considerada prolongada e qual sua implicação?

Uma desaceleração prolongada é aquela que dura mais de 2 minutos, mas menos de 10 minutos. Se durar mais de 10 minutos, é classificada como bradicardia fetal. Desacelerações prolongadas podem indicar uma interrupção aguda no fluxo sanguíneo fetal e exigem atenção urgente.

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