Cardiotocografia: Interpretação de Desacelerações Variáveis

PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2020

Enunciado

GLP, G2C1, IG = 38 semanas, BCF = 128 bpm, DU = + (30',30',35'), tv = colo médio, TV = colo médio, central, 3 cm, bolsa íntegra. Pré natal até o momento normal. Realizou cardiotografia com o seguinte traçado: Qual o seu diagnóstico??

Alternativas

  1. A) Presença de desacelerações variáveis;
  2. B) Presença de desacelerações precoces;
  3. C) Presença de sinais de hipoxemia;
  4. D) Presença de desacelerações tardias.

Pérola Clínica

Desacelerações variáveis → associadas à compressão do cordão umbilical, não necessariamente indicam hipoxemia grave.

Resumo-Chave

As desacelerações variáveis na cardiotocografia são caracterizadas por uma queda abrupta e irregular da frequência cardíaca fetal, sem relação consistente com as contrações uterinas. Elas são frequentemente associadas à compressão do cordão umbilical e, embora possam indicar hipoxemia intermitente, não são um sinal direto de hipoxemia fetal grave ou sofrimento fetal agudo se a variabilidade for preservada.

Contexto Educacional

A cardiotocografia (CTG) é um método de monitoramento fetal amplamente utilizado para avaliar o bem-estar fetal durante a gestação e o trabalho de parto. A interpretação do traçado da frequência cardíaca fetal (FCF) e das contrações uterinas é fundamental para identificar sinais de hipoxemia ou sofrimento fetal. Os padrões de FCF incluem a linha de base, variabilidade, acelerações e desacelerações. As desacelerações são quedas transitórias na FCF e podem ser classificadas em precoces, variáveis e tardias. As desacelerações variáveis são caracterizadas por uma queda abrupta e irregular da FCF, com início, duração e recuperação variáveis, e sem relação consistente com o pico da contração uterina. Elas são frequentemente associadas à compressão do cordão umbilical, que pode levar a uma diminuição transitória do fluxo sanguíneo e, consequentemente, da FCF. Embora as desacelerações variáveis possam indicar hipoxemia intermitente, a presença de variabilidade da FCF preservada e ausência de outras alterações no traçado geralmente sugere um bom estado fetal. No entanto, desacelerações variáveis recorrentes, profundas ou associadas a perda de variabilidade ou bradicardia basal podem ser um sinal de hipoxemia mais significativa e exigem avaliação e intervenção. O manejo pode incluir mudança de decúbito materno, hidratação e, em casos mais graves, avaliação para parto.

Perguntas Frequentes

Como identificar desacelerações variáveis em um traçado de cardiotocografia?

Desacelerações variáveis são quedas abruptas na FCF, com início e recuperação rápidos, duração e magnitude variáveis, e sem relação consistente com o pico da contração uterina.

Qual a causa mais comum das desacelerações variáveis?

A causa mais comum é a compressão do cordão umbilical, que pode ser transitória e levar a uma diminuição do fluxo sanguíneo e, consequentemente, da frequência cardíaca fetal.

As desacelerações variáveis sempre indicam sofrimento fetal?

Não necessariamente. Desacelerações variáveis isoladas, com variabilidade da FCF preservada e ausência de outras alterações, geralmente não indicam sofrimento fetal grave. A presença de desacelerações variáveis recorrentes ou associadas a perda de variabilidade ou bradicardia basal pode indicar hipoxemia.

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