UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
Parturiente de 25 anos, G3PN2A0, com gestação de 39 semanas e 4 dias, iniciou com contrações de maior intensidade há 3 horas. Nega hipertensão, diabetes. PA: 110x70 mmHg, AU: 35 cm, BCF na admissão: 142 bpm. Apresenta padrão de contrações 4/40""/10'. Os batimentos cardíacos fetais apresentam queda durante a contração (de 136 bpm para 112 bpm), com retorno aos níveis prévios ao término da contração. O colo uterino apresenta dilatação de 8 cm. A conduta obstétrica correta é
Desaceleração precoce (tipo I) = benigna, coincide com contração = compressão cefálica.
As desacelerações precoces (tipo I) na cardiotocografia são um achado benigno, caracterizadas por uma queda da frequência cardíaca fetal que coincide com o pico da contração uterina e retorna à linha de base ao seu término. Elas são causadas pela compressão da cabeça fetal e não indicam sofrimento fetal, permitindo a evolução do parto normal.
A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial no monitoramento fetal intraparto, permitindo a avaliação contínua da frequência cardíaca fetal (FCF) e da atividade uterina. A interpretação correta dos padrões da CTG é fundamental para identificar sinais de bem-estar ou sofrimento fetal e guiar a conduta obstétrica. Entre os padrões de FCF, as desacelerações são de particular importância. Existem três tipos principais de desacelerações: precoces, tardias e variáveis. As desacelerações precoces (tipo I) são caracterizadas por uma queda gradual e simétrica da FCF que espelha a contração uterina, começando e terminando aproximadamente ao mesmo tempo que a contração. Elas são causadas pela compressão da cabeça fetal durante a contração, resultando em estimulação vagal. Este é um achado fisiológico e benigno, não associado à hipóxia fetal. Em contraste, as desacelerações tardias (tipo II) são quedas da FCF que começam após o pico da contração e persistem após o seu término, indicando insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal. As desacelerações variáveis (tipo III) são irregulares em forma, duração e relação com as contrações, geralmente associadas à compressão do cordão umbilical. A distinção entre esses tipos é crucial: enquanto as desacelerações precoces permitem a evolução do parto normal, as tardias e variáveis podem exigir intervenção, como a cesariana de urgência, dependendo da sua gravidade e persistência.
Desacelerações precoces são quedas transitórias e simétricas da frequência cardíaca fetal que coincidem com o início, pico e término das contrações uterinas, com retorno à linha de base.
São causadas pela compressão da cabeça fetal durante a contração uterina, levando à estimulação vagal e consequente bradicardia. É um evento fisiológico e benigno.
Diante de desacelerações precoces isoladas, a conduta é aguardar a evolução do trabalho de parto normal, pois não indicam sofrimento fetal e não requerem intervenção.
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