UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Com relação ao acompanhamento de pacientes com Síndrome de Down, é correto afirmar que:
Síndrome de Down → Rastreio cardiopatias congênitas com ecocardiograma é mandatório.
Pacientes com Síndrome de Down apresentam alta prevalência de cardiopatias congênitas, sendo o defeito do septo atrioventricular o mais comum. O ecocardiograma é essencial para o diagnóstico precoce e manejo adequado, impactando diretamente a morbimortalidade.
A Síndrome de Down (Trissomia do cromossomo 21) é a anomalia cromossômica mais comum, com uma prevalência de aproximadamente 1 em 700 nascidos vivos. O acompanhamento desses pacientes é complexo e multidisciplinar, visando otimizar seu desenvolvimento e saúde geral, sendo um tema recorrente em provas de residência. O diagnóstico precoce e o manejo das comorbidades são cruciais. As cardiopatias congênitas afetam cerca de 40-50% dos indivíduos, sendo o defeito do septo atrioventricular o mais comum, seguido pela comunicação interventricular e interatrial. O ecocardiograma deve ser realizado em todos os recém-nascidos com Síndrome de Down. Outras condições incluem hipotireoidismo (congênito ou adquirido), instabilidade atlantoaxial (menos comum que se pensa, rastreio direcionado), problemas auditivos e visuais. O tratamento é focado no suporte e manejo das comorbidades. O prognóstico melhorou significativamente com o avanço da medicina, mas a atenção contínua às necessidades específicas de cada paciente é vital. É importante utilizar gráficos de crescimento específicos para Síndrome de Down, pois o padrão de crescimento difere da população geral.
Pacientes com Síndrome de Down têm maior risco de cardiopatias congênitas, hipotireoidismo, instabilidade atlantoaxial, problemas auditivos e visuais, e leucemia.
O ecocardiograma é crucial para detectar cardiopatias congênitas, presentes em cerca de 50% dos casos, permitindo intervenção precoce e melhor prognóstico.
Recomenda-se o rastreio anual da função tireoidiana (TSH e T4 livre) devido à alta incidência de hipotireoidismo, que pode ser congênito ou adquirido.
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