Cardiopatias Congênitas: Diagnóstico, Manejo e Fatores de Risco

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020

Enunciado

Sobre as cardiopatias na infância, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) Nas cardiopatias congênitas observam-se que um fator determinante é a ausência ou presença de cianose central, sendo-as, portanto, classificadas como acianogênicas ou cianogênicas respectivamente.
  2. B)  O diabetes materno está associado a miocardiopatia hipertrófica transitória, a coarctação da aorta e a transposição das grandes artérias.
  3. C)  O teste de hiperóxia com PaO₂ com valor superior a 150 mmHg é pouco provável que a cianose seja de causa cardíaca e é praticamente excluída se a PaO₂ for maior de 250 mm Hg.
  4. D)  O medicamento utilizado para manter a permeabilidade do canal arterial é a prostaglandina, por ter uma meia vida longa pode ser utilizada em bolus quando não for possível a infusão contínua.

Pérola Clínica

Prostaglandina E1 (alprostadil) para manter canal arterial aberto tem meia-vida CURTA, requer infusão contínua.

Resumo-Chave

A prostaglandina E1 (alprostadil) é utilizada para manter a permeabilidade do canal arterial em cardiopatias ducto-dependentes, mas sua meia-vida é muito curta, necessitando de infusão contínua para manter o efeito. A administração em bolus não é eficaz para este propósito.

Contexto Educacional

As cardiopatias congênitas (CC) representam as malformações mais comuns ao nascimento, afetando cerca de 8 em cada 1.000 nascidos vivos. Elas são classificadas como cianogênicas ou acianogênicas, dependendo da presença de cianose central, que é um fator determinante para o prognóstico e manejo. A compreensão de sua fisiopatologia e apresentação clínica é vital para o pediatra e o cardiologista pediátrico. Fatores de risco como o diabetes materno podem aumentar a incidência de CCs específicas, como a miocardiopatia hipertrófica transitória e a transposição das grandes artérias. O diagnóstico de CCs pode ser feito no pré-natal ou após o nascimento, com a avaliação clínica, ecocardiografia e, em alguns casos, testes como o de hiperóxia para diferenciar causas cardíacas de pulmonares na cianose. A manutenção da permeabilidade do canal arterial é crucial em cardiopatias ducto-dependentes. O tratamento das CCs varia desde o acompanhamento clínico até intervenções cirúrgicas complexas. Em casos de cardiopatias ducto-dependentes, a prostaglandina E1 (alprostadil) é utilizada para manter o canal arterial aberto, permitindo fluxo sanguíneo adequado até a correção cirúrgica. É fundamental lembrar que, devido à sua meia-vida curta, a prostaglandina E1 deve ser administrada por infusão contínua. O prognóstico melhorou significativamente com os avanços no diagnóstico e tratamento.

Perguntas Frequentes

Como o diabetes materno afeta o coração do feto?

O diabetes materno é um fator de risco importante para diversas cardiopatias congênitas, incluindo miocardiopatia hipertrófica transitória, coarctação da aorta e transposição das grandes artérias, devido a alterações metabólicas no ambiente intrauterino.

Qual a finalidade do teste de hiperóxia em recém-nascidos cianóticos?

O teste de hiperóxia ajuda a diferenciar cianose de origem cardíaca de causas pulmonares. Uma PaO2 > 150 mmHg após oxigênio a 100% por 10 minutos torna a causa cardíaca improvável, e > 250 mmHg praticamente a exclui.

Por que a prostaglandina E1 é administrada em infusão contínua?

A prostaglandina E1 (alprostadil) possui uma meia-vida muito curta, de apenas alguns minutos. Para manter o canal arterial aberto de forma eficaz em cardiopatias ducto-dependentes, é essencial a administração por infusão contínua.

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