UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022
As malformações cardíacas fetais podem ser classificadas em ducto arterioso dependente ou não- dependente. Tal classificação possui relevância na programação pós-natal de tratamento cirúrgico imediato. Dentre as patologias cardíacas, qual necessita abordagem cirúrgica nos primeiros dias de vida?
Hipoplasia de coração esquerdo = cardiopatia ducto-dependente grave, exige cirurgia neonatal precoce.
A Síndrome do Coração Esquerdo Hipoplásico (SCEH) é uma cardiopatia congênita cianótica ducto-dependente crítica, onde o fluxo sanguíneo sistêmico depende da patência do ducto arterioso. Sua correção cirúrgica é complexa e deve ser realizada nos primeiros dias de vida.
As malformações cardíacas fetais representam um espectro de anomalias estruturais do coração e dos grandes vasos, sendo a principal causa de mortalidade infantil por malformações congênitas. A classificação em "ducto arterioso dependente" ou "não-dependente" é crucial para o planejamento do manejo pós-natal, pois as cardiopatias ducto-dependentes exigem intervenção imediata para manter a vida do recém-nascido. A Síndrome do Coração Esquerdo Hipoplásico (SCEH) é um exemplo clássico de cardiopatia congênita ducto-dependente e uma das mais graves. Caracteriza-se pelo subdesenvolvimento do ventrículo esquerdo, valvas mitral e aórtica hipoplásicas ou atrésicas, e hipoplasia da aorta. Nesses casos, o fluxo sanguíneo sistêmico depende inteiramente do ducto arterioso patente, que permite o sangue oxigenado do ventrículo direito alcançar a aorta descendente. Sem a manutenção da patência do ducto, o recém-nascido evolui rapidamente para choque e óbito. O tratamento da SCEH é complexo e envolve uma série de cirurgias paliativas, começando com a cirurgia de Norwood nos primeiros dias de vida, seguida pela cirurgia de Glenn e, finalmente, a cirurgia de Fontan. O manejo pré-operatório inclui a administração contínua de prostaglandina E1 para manter o ducto arterioso aberto. Residentes e estudantes devem estar aptos a reconhecer a gravidade e a urgência dessas condições para garantir o encaminhamento e tratamento adequados, que são vitais para a sobrevida desses pacientes.
Significa que a circulação sistêmica ou pulmonar do recém-nascido depende da patência do ducto arterioso para manter um fluxo sanguíneo adequado, pois há uma obstrução crítica em outra parte do coração.
O tratamento inicial consiste na administração de prostaglandina E1 para manter o ducto arterioso aberto, garantindo o fluxo sanguíneo sistêmico, até que a cirurgia possa ser realizada.
A correção da SCEH envolve uma série de cirurgias paliativas, tipicamente a cirurgia de Norwood nos primeiros dias de vida, seguida pela cirurgia de Glenn e, posteriormente, a cirurgia de Fontan.
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