AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020
Assinale a alternativa INCORRETA sobre cardiopatia e gravidez.
Cardiopatia + anticoagulação oral + parto inadiável → Cesariana preferencial ou suspensão/substituição da anticoagulação para evitar sangramento.
Em gestantes cardiopatas sob anticoagulação oral (como varfarina), o parto vaginal é contraindicado devido ao risco elevado de hemorragia fetal e materna. Nesses casos, a cesariana é a via de parto mais segura, ou a anticoagulação oral deve ser substituída por heparina antes do parto.
A gravidez em mulheres com cardiopatia representa um desafio clínico significativo, exigindo manejo multidisciplinar para otimizar os resultados maternos e fetais. A escolha da via de parto é uma decisão crucial, baseada na condição cardíaca específica, no estado hemodinâmico da paciente e em outras comorbidades, como o uso de anticoagulantes. O parto vaginal é geralmente preferível devido ao menor risco de complicações como sangramento, infecção e fenômenos tromboembólicos, desde que a paciente esteja estável e não haja contraindicações obstétricas ou cardíacas. No entanto, certas condições cardíacas impõem a cesariana como a via de parto mais segura. Situações de alto risco para dissecção de aorta, como na síndrome de Marfan com dilatação aórtica significativa, ou hipertensão pulmonar grave, são indicações formais para cesariana. Além disso, o uso de anticoagulação oral, como a varfarina, no momento do parto inadiável, contraindica o parto vaginal devido ao risco elevado de hemorragia fetal e materna. Nesses casos, a cesariana eletiva é planejada, com a substituição da varfarina por heparina de baixo peso molecular ou heparina não fracionada antes do procedimento. O manejo do parto em gestantes cardiopatas visa minimizar o estresse cardiovascular. Isso inclui analgesia precoce para reduzir a dor e a resposta adrenérgica, e a abreviação do período expulsivo com fórcipe de alívio ou vácuo extrator, quando indicado, para diminuir o esforço materno. A monitorização hemodinâmica rigorosa é essencial durante todo o trabalho de parto e puerpério imediato, período de maior risco de descompensação cardíaca.
Indicações incluem risco de dissecção de aorta, hipertensão pulmonar grave, síndrome de Marfan com dilatação aórtica, e uso de anticoagulação oral em parto inadiável.
O parto vaginal é associado a menor risco de sangramento, infecção e instabilidade hemodinâmica em comparação à cesariana, sendo preferível quando não há contraindicações específicas.
A varfarina atravessa a barreira placentária e pode causar hemorragia fetal grave, incluindo hemorragia intracraniana, tornando o parto vaginal contraindicado.
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