FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022
A etiologia da cardiopatia mais frequentemente encontrada nas gestantes é:
A cardiopatia mais comum em gestantes, especialmente em países em desenvolvimento, é a doença reumática, com sequelas valvares.
Embora a prevalência de cardiopatias congênitas esteja aumentando devido a avanços diagnósticos e terapêuticos, a doença reumática, com suas sequelas valvares (principalmente estenose mitral), ainda é a etiologia mais frequentemente encontrada de cardiopatia em gestantes em muitas regiões do mundo, incluindo o Brasil.
A gestação impõe significativas adaptações fisiológicas ao sistema cardiovascular, incluindo aumento do volume sanguíneo, do débito cardíaco e da frequência cardíaca. Em mulheres com cardiopatia preexistente, essas mudanças podem descompensar a condição cardíaca, tornando a gravidez de alto risco. A identificação da etiologia da cardiopatia é crucial para o manejo adequado. Historicamente e ainda em muitas regiões em desenvolvimento, a doença reumática é a principal causa de cardiopatia em gestantes. Ela resulta de sequelas da febre reumática aguda, que afeta principalmente as válvulas cardíacas, sendo a estenose mitral a valvopatia mais comum. O manejo dessas pacientes exige acompanhamento multidisciplinar rigoroso, com foco na prevenção de descompensação cardíaca e na otimização do desfecho materno-fetal. Embora a prevalência de cardiopatias congênitas em gestantes esteja em ascensão devido aos avanços da medicina, a doença reumática continua sendo um desafio significativo. É fundamental que os profissionais de saúde estejam cientes da epidemiologia local e global das cardiopatias na gravidez para oferecer o melhor cuidado, incluindo aconselhamento pré-concepcional, monitoramento durante a gestação e planejamento do parto.
A doença reumática, sequela da febre reumática aguda, é prevalente em regiões com condições socioeconômicas desfavoráveis e acesso limitado à saúde, onde a infecção por Streptococcus pyogenes é mais comum. As valvopatias resultantes, como a estenose mitral, representam um desafio significativo durante a gravidez devido às adaptações fisiológicas do sistema cardiovascular.
A doença reumática pode levar a complicações maternas como insuficiência cardíaca, arritmias e eventos tromboembólicos, especialmente em casos de estenose mitral grave. Para o feto, há riscos de prematuridade, restrição de crescimento intrauterino e, em casos graves, hipóxia fetal devido à má perfusão placentária.
As cardiopatias congênitas são a segunda causa mais comum de cardiopatia em gestantes e sua prevalência está aumentando devido aos avanços no tratamento que permitem que mais mulheres com essas condições atinjam a idade reprodutiva. No entanto, em muitas partes do mundo, a doença reumática ainda supera as congênitas em termos de frequência.
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