HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2020
Sobre cardiopatias e gestação, é INCORRETO afirmar.
Ecocardiografia fetal NÃO é indicada por transmissão congênita, mas por risco fetal aumentado (ex: mãe cardiopata, DM, teratógeno).
A ecocardiografia fetal é indicada em gestações de alto risco para cardiopatias congênitas, mas a indicação primária não é a "possibilidade de transmissão congênita" da cardiopatia materna, e sim a maior chance de o feto desenvolver uma cardiopatia congênita devido a fatores de risco maternos ou fetais.
A gestação em mulheres com cardiopatias representa um desafio significativo, exigindo manejo multidisciplinar e acompanhamento rigoroso. O volume sanguíneo, o débito cardíaco e a frequência cardíaca aumentam progressivamente durante a gravidez, impondo uma sobrecarga ao sistema cardiovascular materno. A alternativa A está incorreta porque a ecocardiografia fetal não é indicada pela "possibilidade de transmissão congênita" da cardiopatia materna, mas sim pelo risco aumentado de o feto desenvolver uma cardiopatia congênita. A cardiopatia materna é um fator de risco para cardiopatia congênita fetal, mas não há uma transmissão direta da doença adquirida pela mãe. Outras indicações incluem diabetes materno, uso de teratógenos, histórico familiar de cardiopatia congênita, entre outros. As demais alternativas estão corretas: a via de parto preferencial para a maioria das cardiopatas é a vaginal, evitando a sobrecarga hemodinâmica da cesariana (B). É fundamental evitar anemia e infecção na gestação de cardiopatas, pois ambas podem descompensar a condição cardíaca (C). A Síndrome de Eisenmenger é uma contraindicação absoluta à gravidez devido ao altíssimo risco de mortalidade materna, com indicação de aborto terapêutico (D). A estenose mitral é, de fato, a valvopatia mais importante na gestação, pois o aumento do débito cardíaco pode levar a edema pulmonar e descompensação (E).
As principais indicações incluem diabetes materno, uso de teratógenos, histórico familiar de cardiopatia congênita, cardiopatia materna, arritmias fetais e achados ultrassonográficos suspeitos.
A Síndrome de Eisenmenger impõe um risco de mortalidade materna extremamente elevado (30-50%) devido à hipertensão pulmonar grave e shunt direita-esquerda, tornando a gravidez contraindicada e, em muitos casos, indicando aborto terapêutico.
A estenose mitral é considerada a valvopatia mais importante na gestação devido ao aumento do volume sanguíneo e da frequência cardíaca, que podem levar a um aumento significativo da pressão atrial esquerda e edema pulmonar agudo.
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