HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2024
Assinale a opção que apresenta um exemplo de cardiopatia congénita cianótica.
Cardiopatias cianóticas → shunt D-E, exemplo clássico = Transposição dos Grandes Vasos.
Cardiopatias congênitas cianóticas são aquelas que cursam com shunt da direita para a esquerda, resultando em sangue desoxigenado na circulação sistêmica e cianose. A Transposição dos Grandes Vasos é um exemplo clássico, onde a aorta nasce do ventrículo direito e a artéria pulmonar do ventrículo esquerdo, criando duas circulações paralelas.
As cardiopatias congênitas são anomalias estruturais do coração ou dos grandes vasos que estão presentes ao nascimento. Elas são classificadas em cianóticas e acianóticas, dependendo da presença de cianose clínica. As cardiopatias cianóticas são aquelas que resultam em hipoxemia arterial e cianose devido a um shunt da direita para a esquerda, onde o sangue venoso sistêmico não oxigenado é desviado para a circulação sistêmica. A Transposição dos Grandes Vasos (TGV) é a cardiopatia congênita cianótica mais comum no período neonatal. Nela, a aorta emerge do ventrículo direito e a artéria pulmonar do ventrículo esquerdo, resultando em duas circulações paralelas e independentes. A sobrevivência do recém-nascido depende da presença de comunicações (como forame oval patente, ducto arterioso patente ou comunicação interventricular) que permitam a mistura de sangue e a oxigenação sistêmica. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais. O tratamento inicial pode incluir a manutenção da patência do ducto arterioso com prostaglandina E1 e, frequentemente, a realização de uma atriosseptostomia por balão (procedimento de Rashkind) para melhorar a mistura sanguínea. A correção cirúrgica definitiva, geralmente a 'switch' arterial, é realizada nos primeiros dias ou semanas de vida.
Uma cardiopatia congênita cianótica é caracterizada pela presença de um shunt da direita para a esquerda, que permite que sangue desoxigenado do lado direito do coração entre na circulação sistêmica, resultando em cianose.
Os principais exemplos incluem Transposição dos Grandes Vasos, Tetralogia de Fallot, Atresia Tricúspide, Tronco Arterioso e Drenagem Venosa Pulmonar Anômala Total.
Na TGV, a aorta nasce do ventrículo direito e a artéria pulmonar do ventrículo esquerdo, criando duas circulações paralelas. O sangue oxigenado circula apenas entre pulmões e VE, enquanto o sangue desoxigenado circula entre o corpo e o VD, causando cianose grave.
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