OASE - Obra de Assistência Social Evangélica (SC) — Prova 2023
Cardiomiopatia periparto, é:
Cardiomiopatia periparto = disfunção VE (FE < 45%) no final da gravidez ou primeiros 5 meses pós-parto, sem outra causa.
A cardiomiopatia periparto é uma forma rara e grave de insuficiência cardíaca que se manifesta no final da gestação ou nos primeiros meses pós-parto, caracterizada por disfunção sistólica do ventrículo esquerdo sem outra etiologia identificável.
A cardiomiopatia periparto (CMPP) é uma forma rara, mas potencialmente devastadora, de insuficiência cardíaca que afeta mulheres no final da gravidez ou nos primeiros meses pós-parto. Sua definição é crucial para o diagnóstico correto: disfunção ventricular esquerda (geralmente com fração de ejeção < 45%) que se desenvolve no último mês de gestação ou nos primeiros cinco meses após o parto, na ausência de outra causa identificável para a insuficiência cardíaca. A epidemiologia varia, mas é mais comum em multíparas, mulheres mais velhas, de raça negra, com pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional ou gestações múltiplas. A fisiopatologia da CMPP é complexa e multifatorial, envolvendo fatores genéticos, inflamatórios, autoimunes, estresse oxidativo e disfunção angiogênica. Uma teoria proeminente sugere o papel da prolactina clivada, que pode ter efeitos tóxicos no miocárdio. O diagnóstico é feito pela combinação de sintomas de insuficiência cardíaca (dispneia, edema, fadiga) no período periparto e a confirmação da disfunção ventricular esquerda por ecocardiograma, após exclusão de outras etiologias cardíacas. O tratamento da CMPP é semelhante ao da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, adaptado à condição de gestação ou lactação. Inclui diuréticos, betabloqueadores (com cautela na gravidez), inibidores da ECA/BRA (contraindicados na gravidez) e hidralazina/nitratos. Em casos graves, pode ser necessário suporte circulatório mecânico ou transplante cardíaco. O prognóstico é variável; algumas mulheres recuperam a função ventricular, enquanto outras progridem para insuficiência cardíaca crônica. Aconselhamento sobre futuras gestações é fundamental, pois há risco de recorrência.
A cardiomiopatia periparto é definida como disfunção ventricular esquerda que se desenvolve no último mês de gravidez ou nos primeiros cinco meses pós-parto. É um diagnóstico de exclusão, sem outra causa identificável para a insuficiência cardíaca.
Os sintomas são os de insuficiência cardíaca, incluindo dispneia (especialmente aos esforços e ortopneia), tosse, fadiga, edema de membros inferiores e, em casos graves, palpitações e dor torácica. Podem ser confundidos com sintomas normais da gravidez.
O ecocardiograma é fundamental para o diagnóstico, pois demonstra a disfunção sistólica do ventrículo esquerdo, tipicamente com uma fração de ejeção abaixo de 45%, e para excluir outras causas estruturais ou funcionais de doença cardíaca.
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