IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Homem de 35 anos, com queixa de dor torácica e palpitações aos esforços moderados, sem relato de fadiga ou síncope. À ausculta apresenta sopro sistólico ejetivo melhor ouvido na borda esternal esquerda, 3º espaço intercostal, e intensificado por manobra de Valsalva. História familiar de morte súbita paterna. O exame mais indicado na investigação etiológica é:
CMHO → Sopro sistólico ejetivo ↑ Valsalva + Morte súbita familiar = RM cardíaca para diagnóstico e estratificação.
A cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva (CMHO) é uma causa comum de morte súbita em jovens e atletas. O sopro sistólico ejetivo que aumenta com a manobra de Valsalva é um achado clássico, pois a Valsalva diminui o retorno venoso, reduz o volume ventricular e acentua a obstrução da via de saída. A ressonância magnética cardíaca é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da hipertrofia e identificar fibrose miocárdica.
A Cardiomiopatia Hipertrófica Obstrutiva (CMHO) é uma doença genética autossômica dominante caracterizada por hipertrofia ventricular esquerda inexplicada, frequentemente assimétrica, que pode levar à obstrução dinâmica da via de saída do ventrículo esquerdo. É a causa mais comum de morte súbita cardíaca em jovens e atletas, sendo crucial seu diagnóstico precoce para estratificação de risco e manejo adequado. O diagnóstico da CMHO baseia-se na história clínica, exame físico e exames complementares. A suspeita clínica surge em pacientes com sintomas como dor torácica, palpitações, dispneia ou síncope, especialmente com história familiar de morte súbita. Ao exame físico, o sopro sistólico ejetivo que se intensifica com a manobra de Valsalva é um achado clássico, diferenciando-o de outras valvulopatias. O ecocardiograma é o exame inicial, mas a ressonância magnética cardíaca (RMC) é considerada o padrão-ouro para avaliar a extensão da hipertrofia, identificar fibrose miocárdica (realce tardio) e quantificar a obstrução da via de saída, fornecendo informações prognósticas importantes. O tratamento da CMHO visa aliviar os sintomas, prevenir complicações e reduzir o risco de morte súbita. Inclui medicamentos como betabloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio, septal ablação por álcool ou miectomia cirúrgica para casos obstrutivos refratários, e implante de cardioversor-desfibrilador implantável (CDI) para pacientes de alto risco. O acompanhamento regular e a educação do paciente sobre restrições de atividade física são fundamentais para o manejo a longo prazo.
Os sinais incluem dor torácica, palpitações, dispneia aos esforços e um sopro sistólico ejetivo que se intensifica com a manobra de Valsalva, além de história familiar de morte súbita.
A RM cardíaca oferece alta resolução para avaliar a espessura do miocárdio, a extensão da hipertrofia, a presença de fibrose (realce tardio) e a dinâmica da via de saída do ventrículo esquerdo, sendo superior ao ecocardiograma em alguns casos.
A manobra de Valsalva diminui o retorno venoso e o volume ventricular esquerdo, o que aumenta a obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo e, consequentemente, intensifica o sopro sistólico ejetivo característico da CMHO.
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