Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026
O ideal é que o conteúdo esteja mais puxado para a horizontal do que para a vertical: O achado mais provável neste paciente será:
CMH → Sopro sistólico que ↑ com Valsalva/ortostatismo e ↓ com agachamento/handgrip.
A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é caracterizada por hipertrofia ventricular sem causa dilatadora, frequentemente com obstrução dinâmica do fluxo de saída, apresentando sopros que variam com a pré-carga.
A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença autossômica dominante causada por mutações em genes que codificam proteínas do sarcômero. A característica principal é a hipertrofia ventricular esquerda, tipicamente assimétrica (acometendo mais o septo), na ausência de condições de sobrecarga como hipertensão ou estenose aórtica. A fisiopatologia envolve disfunção diastólica por relaxamento anormal e rigidez ventricular, além de obstrução dinâmica do fluxo de saída em cerca de 30-50% dos pacientes. O diagnóstico baseia-se no ecocardiograma demonstrando espessura parietal ≥ 15 mm. O manejo clínico foca no alívio de sintomas com betabloqueadores ou bloqueadores de canais de cálcio não-diidropiridínicos, e na estratificação de risco para implante de CDI.
A cardiomiopatia hipertrófica é a causa genética mais comum de morte súbita em jovens e atletas, geralmente devido a arritmias ventriculares fatais decorrentes do desarranjo dos miócitos e fibrose.
Manobras que reduzem o volume do ventrículo esquerdo (como Valsalva ou ortostatismo) aproximam o septo hipertrofiado da valva mitral, aumentando a obstrução e a intensidade do sopro. Manobras que aumentam o volume (agachamento) diminuem o sopro.
É um achado ecocardiográfico clássico na CMH obstrutiva, onde a folha anterior da valva mitral é 'sugada' em direção ao septo durante a sístole pelo efeito Venturi, acentuando a obstrução do fluxo de saída.
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