INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Homem, 24 anos, apresenta síncope durante partida de futebol. Em avaliação médica posterior são identificados: ritmo cardíaco regular; presença de quarta bulha; sopro sistólico (SS) no 4º espaço intercostal esquerdo, que aumenta com manobra de Valsalva. Pode-se afirmar em relação à abordagem terapêutica desse paciente, caso haja historia de morte súbita na família, que está:
CMH + síncope + MS familiar → alto risco → indicação CDI.
Paciente jovem com síncope, sopro sistólico que aumenta com Valsalva (sugestivo de Cardiomiopatia Hipertrófica Obstrutiva) e história familiar de morte súbita, apresenta alto risco de eventos arrítmicos fatais, indicando implante de cardiodesfibrilador.
A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença genética comum, caracterizada por hipertrofia ventricular esquerda inexplicada, que pode levar a obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo e arritmias cardíacas graves. A síncope, especialmente durante o esforço físico, é um sintoma alarmante que sugere um risco aumentado de morte súbita cardíaca, sendo um marcador de prognóstico desfavorável. O exame físico em pacientes com CMH frequentemente revela um sopro sistólico ejetivo que aumenta com a manobra de Valsalva (devido à redução do volume ventricular e aumento da obstrução) e a presença de quarta bulha. A história familiar de morte súbita em jovens é um dos mais importantes fatores de risco para morte súbita na CMH, indicando a necessidade de uma estratificação de risco agressiva. A abordagem terapêutica para pacientes com CMH e alto risco de morte súbita, como o caso descrito (síncope e história familiar de morte súbita), inclui a indicação de um cardiodesfibrilador implantável (CDI). O CDI é o tratamento mais eficaz para prevenir a morte súbita por arritmias ventriculares malignas nesses pacientes, atuando como um "para-raios" cardíaco. O uso de betabloqueadores ou verapamil pode ser útil para controle de sintomas, mas não previne a morte súbita em pacientes de alto risco.
Sinais incluem sopro sistólico ejetivo que aumenta com a manobra de Valsalva, quarta bulha, síncope, dispneia e dor torácica.
A história familiar de morte súbita em parentes de primeiro grau com CMH indica um risco genético aumentado para arritmias ventriculares malignas, sendo um critério para estratificação de risco.
O CDI é indicado em pacientes com CMH que apresentam alto risco de morte súbita, incluindo aqueles com síncope inexplicada, história familiar de morte súbita, taquicardia ventricular não sustentada, hipertrofia ventricular esquerda acentuada e resposta pressórica anormal ao exercício.
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