HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
Paciente de 40 anos, com sobrepeso, inicia programa de atividade física por conta própria. Não tem nenhuma comorbidade. Um dia, após correr 5 km, apresentou quadro de lipotimia e dor torácica que melhoraram após descanso. O exame físico é normal. Solicitado ECG mostrado abaixo. Entre as hipóteses diagnósticas abaixo, a mais provável para esta paciente é:
Dor torácica/lipotimia ao esforço em jovem/meia-idade sem comorbidades → suspeitar CMH.
A cardiomiopatia hipertrófica é uma causa comum de síncope e dor torácica relacionada ao esforço em indivíduos jovens e de meia-idade, mesmo sem comorbidades aparentes. A melhora dos sintomas com o descanso é um achado importante, e o ECG, mesmo que não mostrado, seria crucial para a investigação inicial.
A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença genética autossômica dominante caracterizada por hipertrofia ventricular esquerda inexplicada, na ausência de condições de carga anormais. É a causa mais comum de morte súbita cardíaca em atletas jovens e uma condição importante a ser reconhecida em pacientes de meia-idade com sintomas de esforço. A prevalência estimada é de 1 em 500 indivíduos, tornando-a uma patologia relevante na prática clínica. A fisiopatologia envolve desarranjo miofibrilar e fibrose, levando a disfunção diastólica e, em muitos casos, obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo. A suspeita clínica surge em pacientes com dor torácica, lipotimia, síncope ou dispneia de esforço, especialmente se os sintomas melhoram com o descanso. O diagnóstico é confirmado pelo ecocardiograma, que demonstra a hipertrofia ventricular e avalia a presença de obstrução. O manejo da CMH visa aliviar os sintomas e prevenir complicações graves, como morte súbita. Inclui betabloqueadores ou bloqueadores dos canais de cálcio para reduzir a obstrução e melhorar o enchimento diastólico. Em casos selecionados, pode ser indicada miectomia cirúrgica ou ablação septal com álcool. O acompanhamento regular e a estratificação de risco são cruciais para a decisão de implantar um cardioversor-desfibrilador implantável (CDI) em pacientes de alto risco.
Os sintomas mais comuns incluem dor torácica, lipotimia ou síncope, e dispneia, frequentemente desencadeados por esforço físico. Podem ser o primeiro sinal de uma condição cardíaca subjacente.
A CMH é mais provável em jovens sem fatores de risco tradicionais para doença arterial coronariana (DAC), apresentando sintomas de esforço. O ECG e o ecocardiograma são fundamentais para o diagnóstico diferencial, revelando hipertrofia ventricular esquerda na CMH.
O ECG pode mostrar sinais de hipertrofia ventricular esquerda, ondas Q patológicas ou alterações de repolarização, sendo um exame inicial crucial para direcionar a investigação e levantar a suspeita de CMH, mesmo que não seja diagnóstico definitivo.
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