UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Dentre as condições apresentadas, assinale aquela que não é uma causa de hipertrofia excêntrica com redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo.
Beribéri (deficiência tiamina) causa cardiomiopatia de alto débito, não hipertrofia excêntrica com FE reduzida.
A cardiomiopatia por beribéri é uma forma de cardiomiopatia de alto débito, caracterizada por aumento do débito cardíaco e vasodilatação periférica, que pode levar à insuficiência cardíaca congestiva, mas difere das cardiomiopatias dilatadas clássicas que cursam com hipertrofia excêntrica e redução da fração de ejeção.
A cardiomiopatia dilatada (CMD) é uma condição caracterizada pela dilatação e disfunção sistólica do ventrículo esquerdo, frequentemente acompanhada de hipertrofia excêntrica. Suas causas são diversas e incluem etiologias infecciosas como a Doença de Chagas e miocardites virais, tóxicas como a miocardiopatia alcoólica e a cardiotoxicidade por quimioterápicos (ex: daunorrubicina), e genéticas. É uma das principais causas de insuficiência cardíaca e transplante cardíaco. O diagnóstico da CMD baseia-se na história clínica, exame físico e exames complementares, com destaque para o ecocardiograma, que avalia a dilatação ventricular e a fração de ejeção. A suspeita deve surgir em pacientes com sintomas de insuficiência cardíaca, como dispneia, fadiga e edema, especialmente na presença de fatores de risco ou exposição a agentes cardiotóxicos. A identificação da etiologia é crucial para o manejo específico. O tratamento da CMD é multifacetado, incluindo medidas para controle da insuficiência cardíaca (diuréticos, IECA/BRA, betabloqueadores, antagonistas de mineralocorticoides), tratamento da causa subjacente (se identificada e tratável) e, em casos avançados, dispositivos cardíacos ou transplante. A cardiomiopatia por beribéri, por outro lado, é uma cardiomiopatia de alto débito devido à deficiência de tiamina, com tratamento específico de reposição vitamínica, e não se enquadra nas causas de hipertrofia excêntrica com redução da fração de ejeção.
As principais causas incluem Doença de Chagas, miocardites (viral, alcoólica), cardiotoxicidade por quimioterápicos como a daunorrubicina, e cardiomiopatia isquêmica.
A cardiomiopatia por beribéri, causada pela deficiência de tiamina (vitamina B1), é uma cardiomiopatia de alto débito, caracterizada por vasodilatação periférica e aumento do débito cardíaco, diferentemente das cardiomiopatias dilatadas que cursam com disfunção sistólica primária.
A daunorrubicina, um agente quimioterápico, pode causar cardiotoxicidade através da geração de radicais livres e danos diretos aos miócitos, levando a disfunção ventricular e cardiomiopatia dilatada.
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