IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
As evidências em modelos experimentais – cardiomiopatia crônica da doença de Chagas e na doença humana, pois:
Cardiomiopatia chagásica crônica → dano miocárdico primariamente por infiltrados inflamatórios persistentes.
A cardiomiopatia chagásica crônica é caracterizada por uma inflamação persistente no miocárdio, mesmo na fase crônica com baixa parasitemia. Essa resposta inflamatória, mediada por células imunes, é o principal mecanismo de dano tecidual e progressão da doença cardíaca.
A doença de Chagas, causada pelo Trypanosoma cruzi, afeta milhões na América Latina. A cardiomiopatia chagásica crônica é a manifestação mais grave e comum, levando à insuficiência cardíaca e morte. Compreender sua fisiopatologia é crucial para o manejo. Apesar da baixa parasitemia na fase crônica, a persistência de antígenos parasitários e uma resposta imune desregulada levam a uma inflamação miocárdica crônica. Essa miocardite persistente, com infiltrados linfomononucleares, é o principal fator de dano tecidual, fibrose e disfunção ventricular progressiva. O tratamento visa controlar a insuficiência cardíaca e arritmias, mas não há cura para a cardiomiopatia estabelecida. A prevenção e o tratamento antiparasitário na fase aguda são fundamentais para tentar evitar a progressão para a forma crônica.
O principal mecanismo é a inflamação persistente do miocárdio, com infiltrados inflamatórios que causam dano tecidual progressivo, mesmo na ausência de alta parasitemia.
Embora a presença de parasitas seja o gatilho inicial, a progressão da cardiomiopatia crônica é mantida por uma resposta inflamatória autoimune e persistente, mesmo com baixa carga parasitária.
Histopatologicamente, a cardiomiopatia chagásica crônica é marcada por miocardite com infiltrados linfomononucleares, fibrose intersticial e hipertrofia de cardiomiócitos.
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