Morte Súbita Cardíaca: Indicação de CDI em Cardiopatia Isquêmica

Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015

Enunciado

Paciente, 55 anos, hipertenso, ex-tabagista, portador de miocardiopatia isquêmica crônica, história de IAM com angioplastia e implante de stent há 1 ano. Na época, ele apresentava outras lesões discretas. Encontra-se sem angina, classe funcional II NYHA, em uso de carvedilol 50 mg dia, enalapril 20 mg dia, espironolactona 25 mg dia, furosemida 40 mg dia, AAS e clopidogrel, ECG: ritmo sinusal com extrassístoles ventriculares isoladas, condução AV normal, complexo QRS estreito, área eletricamente inativa parede anteroseptal. Ecocardiograma evidenciando alteração segmentar na parede anterior e FE de 33%. Cintilografia miocárdica sem sinais de isquemia. Em relação à estratificação de risco de morte súbita cardíaca, podemos AFIRMAR.

Alternativas

  1. A) Ressonância magnética para pesquisa de substrato arritmogênico é um exame indispensável para estratificação de risco deste paciente.
  2. B) A ausência de ectopias ventriculares de alta incidência e de T VNS no holter de 24 horas caracteriza baixo risco de morte súbita cardíaca.
  3. C) A prescrição de amiodarona para este paciente reduziria o risco de morte súbita.
  4. D) Paciente portador de cardiopatia isquêmica crônica, tratamento farmacológico otimizado, boa expectativa de vida, tem indicação de cateterismo cardíaco para avaliar isquemia e estratificação de risco.
  5. E) A disfunção ventricular esquerda é um importante preditor de mortalidade e, neste caso, a presença de cardiopatia isquêmica crônica, tratamento medicamentoso otimizado, FE = 33%, classe funcional II NYHA e sem isquemia miocárdica apresenta alto risco de morte súbita e o implante de CDI é recomendado.

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