TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2024
Sobre o risco cardiovascular do paciente oncológico, qual a alternativa correta?
Escore de Khorana ≥ 2 → Considerar tromboprofilaxia primária no paciente oncológico ambulatorial.
A cardio-oncologia foca na prevenção e manejo de complicações como IC por antraciclinas e o alto risco de eventos tromboembólicos, onde o escore de Khorana é a ferramenta padrão.
A cardio-oncologia é uma subespecialidade emergente que lida com a complexa interação entre o tratamento do câncer e o sistema cardiovascular. O aumento da sobrevida dos pacientes oncológicos tornou as complicações cardiovasculares a segunda maior causa de morbimortalidade nessa população. O manejo envolve a estratificação de risco pré-tratamento, monitoramento durante a terapia e vigilância a longo prazo. O risco de tromboembolismo venoso é significativamente elevado no câncer devido ao estado de hipercoagulabilidade induzido pela neoplasia e pelos tratamentos. O escore de Khorana validou a identificação de pacientes que se beneficiam de tromboprofilaxia primária com anticoagulantes orais diretos (DOACs) ou heparina de baixo peso molecular. Além disso, o reconhecimento precoce da cardiotoxicidade por drogas como antraciclinas e trastuzumabe é crucial para evitar a progressão para insuficiência cardíaca franca.
O escore de Khorana é uma ferramenta de predição de risco para tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes com câncer que iniciarão quimioterapia ambulatorial. Ele considera o tipo de câncer (muito alto risco como pâncreas/estômago), contagem de plaquetas (≥350k), hemoglobina (<10g/dL), contagem de leucócitos (>11k) e IMC (≥35 kg/m²). Um escore ≥ 2 indica alto risco.
As antraciclinas (como a doxorrubicina) possuem cardiotoxicidade dose-dependente e muitas vezes irreversível, podendo causar disfunção ventricular sistólica e insuficiência cardíaca. Elas não são preferenciais em pacientes com disfunção miocárdica prévia, exigindo monitoramento rigoroso com ecocardiograma e strain global longitudinal.
A radioterapia torácica pode causar danos em múltiplas estruturas cardíacas, não apenas no pericárdio. Pode levar a doença arterial coronariana acelerada, valvulopatias (especialmente calcificação), distúrbios de condução e fibrose miocárdica, muitas vezes manifestando-se anos após o tratamento.
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