UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Na etiologia do carcinoma da vesícula, estão inclusos os fatores abaixo, EXCETO:
Colangite aguda NÃO é fator de risco para carcinoma de vesícula biliar.
Embora a colangite esclerosante primária seja um fator de risco para colangiocarcinoma (e indiretamente para câncer de vesícula por inflamação crônica), a colangite aguda, por si só, não é considerada um fator etiológico direto para o carcinoma de vesícula biliar. Os principais fatores incluem colelitíase crônica, vesícula em porcelana, pólipos de vesícula, obesidade e anomalias congênitas do ducto biliar.
O carcinoma de vesícula biliar é uma neoplasia agressiva com prognóstico geralmente reservado, frequentemente diagnosticada em estágios avançados. A identificação dos fatores de risco é crucial para a prevenção e para a vigilância de pacientes de alto risco. A inflamação crônica da parede da vesícula biliar é o principal mecanismo subjacente à carcinogênese. Os fatores de risco bem estabelecidos incluem a colelitíase crônica (presente em 70-90% dos casos), especialmente cálculos grandes (>3 cm) e múltiplos, que causam irritação mecânica e inflamação. Outros fatores importantes são a vesícula em porcelana (calcificação da parede da vesícula), pólipos de vesícula biliar (especialmente aqueles >1 cm), anomalias congênitas do ducto biliar (como cisto de colédoco), obesidade, idade avançada e etnia. A colangite esclerosante primária, embora mais associada ao colangiocarcinoma, também é um fator de risco para o carcinoma de vesícula devido à inflamação biliar crônica. A colangite, no contexto de uma infecção aguda do trato biliar, não é considerada um fator etiológico direto para o carcinoma de vesícula biliar. Embora possa haver uma sobreposição de sintomas com outras condições biliares, a colangite aguda em si não induz o processo carcinogênico da mesma forma que a inflamação crônica associada à colelitíase ou à colangite esclerosante primária.
A colelitíase crônica, especialmente cálculos grandes e por longos períodos, causa inflamação crônica da parede da vesícula, um processo que pode levar à metaplasia, displasia e, eventualmente, ao carcinoma.
A obesidade está associada a um aumento do risco de colelitíase e a um estado inflamatório crônico, ambos contribuindo para o desenvolvimento do carcinoma de vesícula biliar.
Sim, a colangite esclerosante primária é um fator de risco significativo para colangiocarcinoma e, devido à inflamação biliar crônica e estase, também aumenta o risco de carcinoma de vesícula biliar.
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