Câncer de Bexiga Alto Grau: Manejo Pós-RTU e Vigilância

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023

Enunciado

Um paciente de 55 anos, obeso, tabagista, foi internado no serviço de urologia. Apresentava hematúria franca, tendo sido submetido a cistoscopia com ressecção transuretral de lesões. O laudo anatomopatológico revelou a ressecção de 3 lesões tumorais superficiais, limitadas ao revestimento da bexiga, compatíveis com carcinoma de células transicionais de alto grau, além de ausência de invasão muscular. A pesquisa realizada por meio de ultrassonografia não demonstrou acometimento de linfonodos locais.Nessa situação, qual conduta deve ser adotada para o caso?

Alternativas

  1. A) Solicitar cistectomia total.
  2. B) Indicar tratamento intravesical com BCG.
  3. C) Indicar tratamento com dose única de mitomicina.
  4. D) Solicitar cistoscopia com nova ressecção trimestral.

Pérola Clínica

Carcinoma urotelial bexiga alto grau não músculo invasivo → re-RTU + BCG + vigilância cistoscópica rigorosa.

Resumo-Chave

Para carcinoma urotelial de alto grau não músculo invasivo, a conduta inicial após a RTU diagnóstica inclui uma segunda RTU para garantir a ressecção completa e o estadiamento preciso, seguida de terapia intravesical com BCG e vigilância cistoscópica trimestral rigorosa devido ao alto risco de recorrência e progressão.

Contexto Educacional

O carcinoma urotelial de bexiga não músculo invasivo (NMIBC) de alto grau representa um desafio clínico significativo devido ao seu alto potencial de recorrência e progressão para doença músculo-invasiva. A epidemiologia mostra que o tabagismo é o principal fator de risco. O manejo adequado é crucial para preservar a bexiga e a qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia envolve alterações genéticas e moleculares nas células uroteliais. O diagnóstico inicial é feito por cistoscopia e ressecção transuretral do tumor de bexiga (RTU-B). Tumores de alto grau exigem uma abordagem mais agressiva, incluindo a recomendação de uma segunda RTU (re-RTU) para garantir a ressecção completa e um estadiamento preciso, especialmente se a primeira RTU não incluiu músculo detrusor ou se o tumor era T1. O tratamento padrão para NMIBC de alto grau, após a RTU, inclui a terapia intravesical com BCG para reduzir o risco de recorrência e progressão. A vigilância cistoscópica rigorosa, geralmente trimestral nos primeiros dois anos, é fundamental para detectar precocemente qualquer recorrência. O prognóstico depende do estadiamento, grau e resposta ao tratamento, com a progressão da doença sendo a principal preocupação.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da segunda RTU em câncer de bexiga de alto grau?

A segunda RTU é crucial para garantir a ressecção completa do tumor, reavaliar o estadiamento e descartar invasão muscular residual, o que impacta diretamente o prognóstico e a conduta terapêutica.

Quando é indicada a terapia intravesical com BCG?

A terapia intravesical com BCG é indicada para pacientes com carcinoma urotelial de bexiga não músculo invasivo de alto risco, como tumores de alto grau, T1, ou carcinoma in situ, após a RTU.

Qual a frequência da vigilância cistoscópica após tratamento de câncer de bexiga?

A frequência da vigilância cistoscópica varia conforme o risco do tumor. Para tumores de alto grau, a vigilância é mais intensiva, geralmente trimestral nos primeiros anos, devido ao alto risco de recorrência.

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