Tratamento do Carcinoma Urotelial de Bexiga T2

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem de 65 anos é diagnosticado com carcinoma urotelial invasivo de bexiga (T2). O tratamento é:

Alternativas

  1. A) Terapia intravesical com mitomicina C.
  2. B) Cistectomia radical.
  3. C) Quimioterapia adjuvante.
  4. D) Radioterapia isolada.

Pérola Clínica

Câncer de bexiga músculo-invasivo (≥T2) → Cistectomia radical + Linfadenectomia.

Resumo-Chave

O estadiamento T2 indica invasão da camada muscular da bexiga. O tratamento padrão-ouro é a cistectomia radical, frequentemente associada à quimioterapia neoadjuvante.

Contexto Educacional

O carcinoma urotelial é a neoplasia maligna mais comum do trato urinário, fortemente associada ao tabagismo. O manejo é dividido entre tumores que não invadem a muscular (tratados com RTU e imunoterapia intravesical com BCG) e tumores músculo-invasivos. Para o estádio T2, a cistectomia radical com linfadenectomia pélvica estendida oferece o melhor controle oncológico local e sobrevida a longo prazo. Em pacientes selecionados que recusam cirurgia ou não têm condições clínicas, protocolos de preservação vesical com 'trimodalidade' (RTU máxima + Radioterapia + Quimioterapia) podem ser considerados, mas a cirurgia permanece o padrão-ouro.

Perguntas Frequentes

O que define o estádio T2 no câncer de bexiga?

O estádio T2 é definido pela invasão da camada muscular própria (detrusor) da bexiga pelo tumor. Ele é subdividido em T2a (invasão da metade interna da muscular) e T2b (invasão da metade externa). A presença de invasão muscular muda drasticamente o prognóstico e a conduta, transformando a doença de 'não músculo-invasiva' para 'músculo-invasiva'.

Quais são os componentes da cistectomia radical?

No homem, a cistectomia radical envolve a remoção da bexiga, próstata, vesículas seminais e linfadenectomia pélvica bilateral. Na mulher, inclui a remoção da bexiga, útero, anexos e parede anterior da vagina, além da linfadenectomia. Após a remoção, é necessária uma derivação urinária, que pode ser incontinente (como o conduto ileal de Bricker) ou continente (como a neobexiga ileal).

Existe papel para a quimioterapia no estádio T2?

Sim, a quimioterapia neoadjuvante (baseada em cisplatina) é o padrão atual para pacientes com câncer de bexiga músculo-invasivo (T2-T4a) que possuem função renal adequada. Estudos mostram que a quimioterapia antes da cirurgia melhora a sobrevida global em cerca de 5-8% em 5 anos, ao tratar micrometástases ocultas e reduzir o volume tumoral.

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