UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Mulher, 45 anos, com histórico de carcinoma de tireoide tratado previamente com radioiodoterapia, apresenta um aumento intervenção cirúrgica persistente no nível de tireoglobulina sérica durante acompanhamento pós-tratamento. Pode-se afirmar que a propedêutica mais apropriada inicialmente para localizar possíveis recorrências ou metástases é:
Elevação de tireoglobulina pós-tireoidectomia total + RAI → Pesquisa de metástases com PCI (I-131).
Em pacientes com carcinoma diferenciado de tireoide (CDT) já tratados, a tireoglobulina é o marcador de escolha; sua elevação indica a necessidade de PCI para localizar focos iodocaptantes.
O manejo do carcinoma diferenciado de tireoide envolve tireoidectomia e, frequentemente, radioiodoterapia para eliminar remanescentes. O seguimento é baseado na dosagem de tireoglobulina e anticorpos antitireoglobulina. A detecção precoce de metástases é crucial, pois metástases iodocaptantes possuem melhor prognóstico e podem ser tratadas com novas doses terapêuticas de I-131.
A tireoglobulina (Tg) é produzida exclusivamente por tecido tireoidiano (normal ou neoplásico). Após tireoidectomia total e ablação com iodo, os níveis de Tg devem ser indetectáveis. Níveis crescentes ou detectáveis sob estímulo de TSH sugerem persistência ou recorrência da doença, servindo como um marcador de alta sensibilidade.
A PCI com I-131 é indicada quando há suspeita de recorrência (Tg elevada) para localizar focos de captação de iodo, sejam eles em linfonodos cervicais ou metástases a distância (pulmão, osso). É um exame funcional que depende da expressão do simportador sódio-iodo (NIS) pelas células tumorais.
Essa situação caracteriza a síndrome 'TENIS' (Thyroglobulin Elevated Negative Iodine Scann). Nesses casos, as células tumorais perderam a capacidade de captar iodo (desdiferenciação). A investigação deve prosseguir com exames de imagem anatômicos (TC de tórax, RM) e, principalmente, PET-CT com FDG-18.
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