HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
O seguinte trecho foi extraído do Projeto Diretrizes do Conselho Federal de Medicina em Diagnóstico e Tratamento para o Câncer de Mama: “Indicações Cirúrgicas. Carcinoma in situ lobular: Indica-se apenas biópsia excisional, que é o suficiente para o diagnóstico e tratamento desta condição qual é somente um fator de risco para o desenvolvimento de carcinoma, e exige vigilância clínica e mamográfica rigorosa (B), podendo ser considerado o uso de tamoxifeno com finalidade profilática (A).” (As letras entre parênteses, referem-se ao grau de recomendação) I - Neste texto está contraindicado o uso do tamoxifeno. II - Mamografia rigorosa é uma conduta de grau recomendável, neste texto. III - A biópsia excisional é desaconselhável. IV – A graduação das recomendações depende do nível das evidências. Assinale a alternativa CORRETA:
Carcinoma in situ lobular (CISL) → biópsia excisional + vigilância mamográfica rigorosa + tamoxifeno profilático (considerar).
O Carcinoma In Situ Lobular (CISL) é um marcador de risco para câncer de mama, não uma lesão pré-maligna obrigatória. A biópsia excisional é suficiente para diagnóstico e tratamento. A vigilância rigorosa e o tamoxifeno profilático são condutas recomendadas, e a graduação das recomendações em diretrizes clínicas reflete o nível de evidência científica.
O Carcinoma In Situ Lobular (CISL) é uma proliferação de células atípicas nos lóbulos mamários que não invadem a membrana basal. Diferente do Carcinoma Ductal In Situ (CDIS), o CISL não é considerado um precursor direto de câncer invasivo, mas sim um marcador de risco aumentado para o desenvolvimento de carcinoma invasivo em qualquer uma das mamas, sendo multifocal e bilateral em uma proporção significativa dos casos. O diagnóstico do CISL é geralmente incidental, encontrado em biópsias realizadas por outras indicações. A biópsia excisional é considerada suficiente para o diagnóstico e tratamento desta condição. A conduta principal após o diagnóstico é a vigilância clínica e mamográfica rigorosa, devido ao risco aumentado de desenvolver câncer de mama invasivo. Adicionalmente, o uso de tamoxifeno com finalidade quimioprofilática pode ser considerado em pacientes selecionadas, especialmente aquelas com outros fatores de risco. As diretrizes clínicas, como as do Conselho Federal de Medicina, baseiam suas recomendações em níveis de evidência científica, onde um grau de recomendação (A, B, C, D) reflete a força da evidência que suporta aquela conduta, sendo "A" a mais forte e "D" a mais fraca.
O CISL é considerado um marcador de risco para o desenvolvimento de câncer invasivo em ambas as mamas, enquanto o CDIS é uma lesão pré-maligna verdadeira, restrita aos ductos, que pode evoluir para câncer invasivo na mesma mama.
O tamoxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio, pode ser considerado com finalidade profilática em pacientes com CISL devido ao seu potencial de reduzir o risco de desenvolvimento de câncer de mama invasivo.
A vigilância mamográfica rigorosa é fundamental porque o CISL é um fator de risco para o desenvolvimento de carcinoma invasivo, e o rastreamento regular permite a detecção precoce de novas lesões.
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