UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Para diagnóstico definitivo de carcinoma in situ do colo do útero, são necessários(as):
Carcinoma in situ colo → Colpocitologia alto grau + Biópsia colposcópica + Cone com margens livres e sem invasão.
O diagnóstico definitivo de carcinoma in situ (NIC 3) do colo do útero requer uma sequência de exames: colpocitologia sugestiva de lesão de alto grau, confirmação histopatológica por biópsia colposcopicamente guiada e, finalmente, a análise histológica da peça de conização, que deve mostrar a lesão sem invasão da membrana basal e com margens cirúrgicas livres para ser considerada definitiva e curativa.
O carcinoma in situ do colo do útero, também conhecido como Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau 3 (NIC 3), representa a forma mais grave de lesão pré-invasiva. É uma condição onde as células anormais estão restritas ao epitélio, sem invadir a membrana basal. Seu diagnóstico e manejo são pilares na prevenção do câncer cervical invasivo, sendo um tópico crucial para a formação de ginecologistas e residentes. O processo diagnóstico inicia-se com uma colpocitologia (Papanicolau) que revela uma lesão intraepitelial de alto grau (HSIL). Este achado indica a necessidade de uma colposcopia, que permite a visualização direta das lesões e a realização de biópsias dirigidas. A biópsia colposcopicamente guiada é fundamental para a confirmação histopatológica da lesão de alto grau, mas ainda não é considerada o diagnóstico definitivo de carcinoma in situ com exclusão de invasão. O diagnóstico definitivo e o tratamento do carcinoma in situ são frequentemente alcançados através da conização cervical. A análise histopatológica da peça de conização é o passo final e mais importante. Para o diagnóstico definitivo de carcinoma in situ, esta análise deve evidenciar a lesão de alto grau sem qualquer acometimento da membrana basal (ou seja, sem invasão) e, idealmente, com margens cirúrgicas livres. Margens livres são cruciais para assegurar que toda a lesão foi removida, minimizando o risco de recorrência e confirmando a natureza não invasiva da doença.
A colpocitologia (Papanicolau) é um exame de rastreamento que pode indicar a presença de lesões de alto grau (HSIL), sugerindo a necessidade de investigação adicional com colposcopia e biópsia, mas não é diagnóstica por si só para carcinoma in situ.
A conização é um procedimento diagnóstico e terapêutico que remove uma porção cônica do colo do útero. Sua análise histopatológica permite avaliar a extensão da lesão, excluir invasão da membrana basal (que caracterizaria um carcinoma invasivo) e verificar as margens cirúrgicas, sendo crucial para o diagnóstico definitivo e tratamento completo.
Margens livres significam que a lesão de carcinoma in situ foi completamente removida, sem células neoplásicas nas bordas da peça cirúrgica. Isso indica que o tratamento foi adequado e reduz significativamente o risco de recorrência da doença.
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