SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Uma paciente de 32 anos de idade, previamente saudável, apresentou‑se ao ginecologista com resultado de Papanicolau indicando uma lesão de alto grau (HSIL). Realizou‑se uma colposcopia, que revelou a presença de um carcinoma in situ no colo do útero. A paciente não apresenta comorbidades e deseja preservar a fertilidade. Não há evidências de doença invasiva nos exames de imagem. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta a ser adotada.
Carcinoma in situ colo (HSIL/CIN3) com desejo de fertilidade: Conização com margens negativas + acompanhamento rigoroso.
Em casos de carcinoma in situ do colo do útero (HSIL/CIN3) em pacientes que desejam preservar a fertilidade e sem evidência de invasão, a conização é o tratamento de escolha, visando a remoção completa da lesão com margens livres e acompanhamento rigoroso.
O carcinoma in situ (CIS) do colo do útero, também conhecido como lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL) ou neoplasia intraepitelial cervical grau 3 (CIN3), representa uma condição pré-maligna onde as células anormais estão confinadas ao epitélio cervical, sem invasão da membrana basal. O diagnóstico é geralmente feito por Papanicolau alterado, seguido de colposcopia e biópsia. Em pacientes jovens que desejam preservar a fertilidade, a conduta é conservadora, mas eficaz. A conização cervical é o tratamento de escolha, pois permite a remoção da lesão com uma porção cônica do colo do útero, mantendo a maior parte do órgão intacta. O objetivo é obter margens cirúrgicas livres de doença, o que é fundamental para garantir a erradicação da lesão e minimizar o risco de recorrência. Após a conização, um acompanhamento rigoroso com Papanicolau e colposcopia periódicos é essencial para monitorar a paciente e detectar qualquer sinal de recorrência. Embora a conização seja um procedimento seguro, pode haver um pequeno risco de complicações obstétricas futuras, como incompetência istmocervical ou parto prematuro, que devem ser discutidos com a paciente. Tratamentos mais radicais, como a histerectomia, são reservados para casos de doença invasiva ou quando a preservação da fertilidade não é uma preocupação.
Carcinoma in situ (CIS) é uma lesão pré-invasiva de alto grau (também conhecida como HSIL ou CIN3) onde as células anormais estão restritas à camada mais superficial do colo do útero, sem invadir o tecido subjacente.
Margens negativas indicam que toda a lesão foi removida e que não há células cancerosas nas bordas do tecido excisado, o que é crucial para reduzir o risco de recorrência da doença.
A conização pode aumentar o risco de incompetência istmocervical, parto prematuro e baixo peso ao nascer em gestações futuras, mas geralmente não impede a concepção. O acompanhamento é fundamental.
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