Carcinoma in situ Colo Uterino: Conização e Manejo

CRER - Centro de Reabilitação Dr. Henrique Santillo (GO) — Prova 2015

Enunciado

Eudirene, 28 anos, nulípara, comparece em consulta médica trazendo laudo de biópsia dirigida por colposcopia compatível com carcinoma in situ de colo uterino. A proposta terapêutica é:

Alternativas

  1. A) Eletrocauterização do colo uterino.
  2. B) Conização.
  3. C) Histerectomia subtotal abdominal.
  4. D) Histerectomia total abdominal.
  5. E) Cirurgia de Werthein-Meigs.

Pérola Clínica

Carcinoma in situ (NIC III) em nulípara → Conização (diagnóstica e terapêutica) para preservar fertilidade.

Resumo-Chave

O carcinoma in situ (NIC III) é uma lesão pré-invasiva do colo uterino. Em mulheres jovens e nulíparas, a conização é o tratamento de escolha, pois remove a lesão com margens livres, preservando o útero e a fertilidade, além de ser diagnóstica.

Contexto Educacional

O carcinoma in situ (CIS) do colo uterino, também conhecido como Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau III (NIC III), representa a forma mais grave das lesões pré-invasivas. É uma condição onde as células anormais ocupam toda a espessura do epitélio cervical, mas não ultrapassam a membrana basal. Sua importância clínica reside no alto potencial de progressão para carcinoma invasivo se não tratado, sendo um estágio crucial para intervenção preventiva. A detecção precoce é fundamental, geralmente através de rastreamento citopatológico (Papanicolau) e confirmação por colposcopia e biópsia dirigida. A fisiopatologia está intrinsecamente ligada à infecção persistente por tipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV), especialmente os tipos 16 e 18. O diagnóstico é histopatológico, confirmando a presença de células displásicas em toda a espessura do epitélio. A suspeita deve surgir em pacientes com citologia alterada (HSIL, ASC-H) ou achados colposcópicos sugestivos de lesão de alto grau. O tratamento padrão para carcinoma in situ é a conização, que pode ser realizada por bisturi a frio (cold knife conization) ou por cirurgia de alta frequência (CAF/LEEP). O objetivo é remover completamente a lesão com margens livres, permitindo a cura e prevenindo a progressão para câncer invasivo. Em mulheres jovens e nulíparas, a conização é especialmente vantajosa por preservar o útero e a fertilidade. O acompanhamento pós-tratamento é essencial para monitorar a recorrência da lesão.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre NIC III e carcinoma invasivo?

NIC III (carcinoma in situ) é uma lesão pré-invasiva onde as células anormais estão restritas ao epitélio, sem invadir a membrana basal. O carcinoma invasivo, por sua vez, já rompeu essa membrana e invadiu o estroma.

Por que a conização é o tratamento preferencial para carcinoma in situ?

A conização é preferencial porque é um procedimento diagnóstico e terapêutico que remove a lesão com margens adequadas, permitindo a análise histopatológica completa e preservando a função reprodutiva da paciente, se desejado.

Quais os riscos da conização para futuras gestações?

A conização pode aumentar o risco de incompetência istmocervical, parto prematuro e baixo peso ao nascer em gestações futuras, especialmente se uma grande porção do colo for removida. O acompanhamento pré-natal deve ser mais rigoroso.

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