Carcinoma In Situ do Colo: Diagnóstico Definitivo e Conduta

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

Para diagnóstico definitivo de carcinoma in situ do colo do útero, são necessários

Alternativas

  1. A) colpocitologia com lesão de alto grau e colposcopia evidenciando lesão acetobranca.
  2. B) colpocitologia com lesão de alto grau e colposcopia com biópsia evidenciando carcinoma in situ do colo.
  3. C) colpocitologia com lesão de alto grau, colposcopia com biópsia evidenciando carcinoma in situ do colo e cortes histológicos seriados de peça proveniente de cone com acometimento da membrana basal e com margens livres.
  4. D) colpocitologia com lesão de alto grau, colposcopia com biópsia evidenciando carcinoma in situ do colo e cortes histológicos seriados de peça proveniente de cone sem acometimento da membrana basal e sem margens livres.
  5. E) colpocitologia com lesão de alto grau, colposcopia com biópsia evidenciando carcinoma in situ do colo e cortes histológicos seriados de peça proveniente de cone sem acometimento da membrana basal e com margens livres.

Pérola Clínica

Diagnóstico definitivo Carcinoma in situ colo = Citologia alto grau + Biópsia + Cone com margens livres e SEM invasão basal.

Resumo-Chave

O diagnóstico definitivo de carcinoma in situ (NIC III) exige a confirmação histopatológica de uma lesão de alto grau, sem invasão da membrana basal, e a garantia de que a lesão foi completamente excisada, o que é confirmado por margens livres na peça de conização.

Contexto Educacional

O carcinoma in situ do colo do útero, também conhecido como Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau III (NIC III), representa a forma mais grave de lesão pré-invasiva. É uma condição em que células anormais de alto grau estão presentes em toda a espessura do epitélio cervical, mas sem invadir a membrana basal. A detecção precoce e o diagnóstico preciso são vitais para prevenir a progressão para o câncer invasivo. O processo diagnóstico começa com uma colpocitologia (Papanicolau) que indica lesão de alto grau. Este achado leva à realização de uma colposcopia, um exame que visualiza o colo do útero com magnificação e permite a identificação de áreas suspeitas, que são então biopsiadas. A biópsia dirigida por colposcopia é fundamental para a confirmação histopatológica da lesão de alto grau ou carcinoma in situ. No entanto, para o diagnóstico definitivo e para guiar a conduta terapêutica, é necessária a realização de uma conização cervical. A peça de conização é submetida a cortes histológicos seriados para uma avaliação completa. O diagnóstico definitivo de carcinoma in situ exige a confirmação histopatológica de lesão de alto grau, a ausência de acometimento da membrana basal (ou seja, sem invasão do estroma) e a presença de margens cirúrgicas livres na peça de conização, indicando que a lesão foi completamente excisada.

Perguntas Frequentes

Quais são os passos para investigar uma lesão de alto grau no colo do útero?

A investigação começa com uma colpocitologia (Papanicolau) que sugere lesão de alto grau. Em seguida, realiza-se a colposcopia com biópsia dirigida das áreas suspeitas. Se a biópsia confirmar lesão de alto grau (NIC II/III) ou carcinoma in situ, a conização é geralmente indicada.

Por que a conização é fundamental no diagnóstico definitivo de carcinoma in situ?

A conização é crucial porque permite a excisão completa da zona de transformação, onde a maioria das lesões se origina, e fornece uma peça para análise histopatológica detalhada. Isso permite avaliar a extensão da lesão, excluir invasão do estroma e verificar se as margens cirúrgicas estão livres, garantindo a remoção completa da lesão.

Qual a importância das margens livres e da ausência de acometimento da membrana basal?

Margens livres na peça de conização indicam que toda a lesão foi removida, reduzindo o risco de recorrência. A ausência de acometimento da membrana basal é a característica que define o carcinoma in situ, diferenciando-o do carcinoma invasor, onde as células malignas já romperam essa barreira.

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