UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
Paciente de 42 anos. Procurou serviço médico para exames de rotina. Referia ciclos regulares com fluxo normal e dismenorréia moderada. G3P3(Normais) e ligadura tubárea há 10 anos. Ao exame físico mamas normais, abdome flácido, indolor, útero discretamente aumentado. Os exames complementares bioquímicos foram normais. Realizou USG transvaginal que mostrou útero com volume de 210cm3 e presença 2 miomas de 3,8 e 2,9cm. A Citologia oncótica mostrou Lesão Intra-epitelial de alto grau. Paciente realizou logo a seguir a colposcopia que revelou área de mosaico espesso, sendo a biópsia compatível com Carcinoma ‘in situ” de colo. Indique o tratamento recomendado para a o caso acima:
Carcinoma in situ colo uterino + miomas assintomáticos → Conização com margens livres, miomas conduta expectante.
Para carcinoma in situ de colo uterino, a conização é o tratamento de escolha, visando a excisão completa da lesão com margens livres. Miomas uterinos assintomáticos, mesmo que presentes, não justificam uma histerectomia imediata, devendo ser acompanhados.
O carcinoma in situ (CIS) do colo uterino, também conhecido como neoplasia intraepitelial cervical grau III (NIC III) ou lesão intraepitelial de alto grau (HSIL) com características de CIS, representa uma lesão pré-invasiva onde as células anormais estão restritas ao epitélio, sem invasão da membrana basal. O diagnóstico é feito por biópsia após colposcopia. O tratamento de escolha para o carcinoma in situ é a conização cervical, que consiste na excisão de um cone de tecido do colo uterino, incluindo a zona de transformação. É fundamental que as margens cirúrgicas estejam livres de lesão para considerar a paciente tratada. Após a conização, a paciente deve ser submetida a um seguimento rigoroso com citologias e colposcopias periódicas. No caso de miomas uterinos assintomáticos, como os descritos na questão, a conduta é expectante, com acompanhamento clínico e ultrassonográfico. A presença de miomas não justifica uma histerectomia para o tratamento de um carcinoma in situ, a menos que haja outras indicações para a histerectomia (como miomas sintomáticos ou outras patologias uterinas).
O tratamento padrão para o carcinoma in situ de colo uterino é a conização cervical, que visa a excisão completa da lesão com margens livres. Em casos selecionados e com prole constituída, a histerectomia pode ser considerada.
A conização cervical é indicada para lesões intraepiteliais de alto grau (HSIL) ou carcinoma in situ quando a colposcopia não é satisfatória, há discordância entre citologia e biópsia, ou para tratamento definitivo da lesão.
Miomas uterinos assintomáticos em pacientes com carcinoma in situ devem ter conduta expectante, com acompanhamento clínico e ultrassonográfico. A presença de miomas não é uma indicação para histerectomia no contexto de carcinoma in situ, a menos que se tornem sintomáticos.
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