AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2015
Em exame do colo uterino, colpocitologia NIC III, biópsia dirigida por colposcopia resultou carcinoma in situ. Neste caso, a conduta será:
Carcinoma in situ (NIC III) de colo uterino → Conização como tratamento de escolha.
O carcinoma in situ (NIC III) representa uma lesão pré-invasiva de alto grau, onde as células anormais estão restritas ao epitélio. A conização é o tratamento padrão, pois permite a remoção completa da lesão e a avaliação das margens, sendo curativa na maioria dos casos.
O carcinoma in situ (CIS) do colo uterino, também conhecido como Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau III (NIC III), representa a forma mais grave de lesão pré-invasiva. É caracterizado pela presença de células atípicas em toda a espessura do epitélio cervical, sem invasão da membrana basal. A detecção precoce através do rastreamento citopatológico (Papanicolau) e a confirmação por biópsia dirigida por colposcopia são fundamentais para o manejo adequado e prevenção do câncer invasivo. A fisiopatologia dessas lesões está intrinsecamente ligada à infecção persistente por subtipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV). O HPV induz alterações genéticas e celulares que levam à proliferação descontrolada das células epiteliais. O diagnóstico preciso é feito pela biópsia, que diferencia o CIS de lesões de menor grau e do câncer invasivo, orientando a conduta terapêutica. A conduta padrão para o carcinoma in situ é a conização cervical, um procedimento cirúrgico que remove uma porção cônica do colo uterino contendo a lesão. Este método é curativo na maioria dos casos, permite a avaliação das margens cirúrgicas e é preferível à histerectomia em mulheres que desejam preservar a fertilidade. O seguimento pós-conização é crucial para monitorar a recorrência e garantir a erradicação completa da doença.
Carcinoma in situ (CIS) ou Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau III (NIC III) significa que células cancerosas estão presentes apenas na camada mais superficial do colo do útero (epitélio), sem invadir os tecidos mais profundos. É uma lesão pré-invasiva de alto grau.
A conização é o tratamento de escolha porque remove a lesão de forma eficaz, permitindo a análise histopatológica das margens para garantir a excisão completa. É um procedimento conservador que preserva o útero e a fertilidade.
Os benefícios incluem a cura da lesão pré-cancerosa e a preservação da fertilidade. Os riscos são geralmente baixos, mas podem incluir sangramento, infecção, estenose cervical e, em gestações futuras, um risco ligeiramente aumentado de parto prematuro.
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