CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
Sobre o carcinoma sebáceo, é correto afirmar que:
Carcinoma sebáceo = 'O grande simulador' (mimetiza calázio ou conjuntivite crônica).
O carcinoma sebáceo é um tumor maligno agressivo que frequentemente é negligenciado por mimetizar condições benignas inflamatórias, exigindo biópsia em casos recorrentes.
O carcinoma de glândulas sebáceas é a terceira neoplasia palpebral maligna mais comum, atrás do carcinoma basocelular e espinocelular. Origina-se principalmente das glândulas de Meibômio, mas também pode surgir das glândulas de Zeis ou do carúnculo. É mais prevalente em mulheres idosas e possui um comportamento biológico agressivo. A disseminação pagetóide (crescimento intraepitelial de células tumorais) é uma característica marcante que explica por que o tumor pode simular uma conjuntivite crônica. O tratamento padrão é a ressecção cirúrgica com margens amplas, preferencialmente utilizando a técnica de Mohs ou controle de margens por congelação, associada à avaliação de linfonodo sentinela em casos avançados.
Ele recebe esse nome porque sua apresentação clínica inicial é muito semelhante a condições benignas comuns. Pode aparecer como um nódulo firme que mimetiza um calázio ou como um espessamento palpebral difuso com hiperemia conjuntival que simula uma blefaroconjuntivite crônica. Essa semelhança leva a atrasos diagnósticos significativos, muitas vezes superiores a um ano.
Diferente da maioria dos tumores palpebrais (como o basocelular), o carcinoma sebáceo ocorre mais frequentemente na pálpebra superior. Isso se deve à maior densidade de glândulas de Meibômio (glândulas sebáceas modificadas) na placa tarsal superior em comparação com a inferior.
Qualquer calázio que recorra no mesmo local após drenagem ou que apresente características atípicas (como perda de cílios ou madarose, consistência muito endurecida ou vascularização anômala) deve ser submetido a biópsia com exame anatomopatológico. O diagnóstico precoce é crucial, pois este tumor tem alto potencial de metástase linfonodal e disseminação pagetóide.
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