SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
Um homem de 60 anos, fumante de longa data, apresenta tosse crônica, perda de peso não intencional e hemoptise nos últimos 2 meses. A tomografia de tórax revela uma massa no lobo superior direito com linfadenopatia mediastinal. A biópsia da massa pulmonar confirma carcinoma de pequenas células. Assinale a alternativa que apresente a abordagem terapêutica inicial mais adequada para este paciente, considerando o tipo e a provável extensão da doença:
Câncer de pulmão de pequenas células (Small Cell) → Doença limitada = Quimio + Radio; Doença extensa = Quimioterapia.
O carcinoma de pequenas células é altamente agressivo e geralmente responde bem à quimio e radioterapia. A cirurgia é raramente indicada devido à natureza sistêmica precoce da doença.
O carcinoma de pequenas células (SCLC) representa cerca de 15% de todos os cânceres de pulmão. É caracterizado por células pequenas com pouco citoplasma e núcleos hipercromáticos (aspecto de 'aveia' ou Oat Cell). Devido à sua biologia agressiva, a maioria dos pacientes apresenta metástases ocultas ou evidentes no momento do diagnóstico. O estadiamento clássico divide a doença em 'Limitada' e 'Extensa'. Para a doença limitada, o padrão-ouro é a quimiorradioterapia concomitante. Para a doença extensa, o tratamento baseia-se em quimioterapia sistêmica, frequentemente associada à imunoterapia (como atezolizumabe ou durvalumabe) em protocolos modernos. A vigilância de síndromes paraneoplásicas, como a SIADH e a síndrome de Lambert-Eaton, é fundamental no manejo desses pacientes.
O carcinoma de pequenas células (SCLC) é mais agressivo, tem crescimento rápido e forte associação com tabagismo. Ele se diferencia do carcinoma de não pequenas células (NSCLC) por ser considerado uma doença sistêmica precocemente, o que torna o tratamento cirúrgico raramente viável. O SCLC é muito sensível à quimioterapia e radioterapia, embora apresente altas taxas de recidiva.
A doença é considerada limitada quando o tumor está confinado a um hemitórax e pode ser incluído em um único campo de radioterapia tolerável. Isso geralmente inclui linfonodos hilares e mediastinais ipsilaterais ou supraclaviculares. Se houver metástases à distância ou derrame pleural neoplásico, a doença é classificada como extensa.
Em pacientes com doença limitada, a adição de radioterapia torácica precoce à quimioterapia (geralmente baseada em platina e etoposídeo) demonstrou melhorar significativamente a sobrevida global e o controle local da doença, em comparação com a quimioterapia isolada. Além disso, a irradiação craniana profilática pode ser considerada se houver boa resposta ao tratamento inicial.
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