HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Um paciente masculino de 55 anos, tabagista há 30 anos, apresenta perda de peso não intencional de 10 kg nos últimos 6 meses, tosse persistente e hemoptise ocasional. Na avaliação clinica, observa-se linfadenopatia cervical. O raio-x de tórax revela uma massa pulmonar no lobo superior direito. A tomografia computadorizada confirma a presença de uma massa de 4 cm com linfonodos mediastinais aumentados. A biópsia guiada por broncoscopia revela carcinoma de pequenas células do pulmão. A conduta inicial mais apropriada para este paciente, dentre as opções abaixo, é:
CPCP é agressivo e dissemina precocemente → Quimioterapia + Radioterapia é a conduta inicial padrão.
O carcinoma de pequenas células do pulmão (CPCP) é um tumor altamente agressivo com alta taxa de metástase precoce. Por isso, a abordagem terapêutica inicial padrão, mesmo em doença localizada, envolve quimioterapia combinada com radioterapia torácica, visando controle sistêmico e local.
O Carcinoma de Pequenas Células do Pulmão (CPCP) representa cerca de 15% dos cânceres de pulmão e é fortemente associado ao tabagismo. Caracteriza-se por seu crescimento rápido e alta propensão à metástase precoce, o que o torna uma das neoplasias mais agressivas. A compreensão de sua biologia e comportamento é crucial para o manejo adequado, especialmente para residentes que enfrentarão casos complexos na prática clínica. O diagnóstico do CPCP é feito por biópsia, que revela células pequenas, redondas ou ovais, com citoplasma escasso e núcleos hipercromáticos. A apresentação clínica frequentemente inclui sintomas sistêmicos como perda de peso, tosse e hemoptise, além de linfadenopatias. O estadiamento é fundamental para guiar o tratamento, sendo dividido em doença de estágio limitado (DL-CPCP) e doença de estágio extenso (DE-CPCP), com base na extensão da doença e na possibilidade de inclusão em um campo de radioterapia. A conduta inicial para o CPCP, independentemente do estadiamento, geralmente envolve quimioterapia à base de platina, muitas vezes combinada com etoposídeo. Para pacientes com DL-CPCP, a quimioterapia é seguida ou administrada concomitantemente com radioterapia torácica. A radioterapia profilática craniana (RPC) é frequentemente considerada para pacientes que respondem bem ao tratamento inicial, visando prevenir metástases cerebrais. O prognóstico do CPCP é geralmente reservado, mas avanços terapêuticos têm melhorado a sobrevida.
Os sinais e sintomas do CPCP frequentemente incluem tosse persistente, hemoptise, perda de peso não intencional, dor torácica e dispneia. Devido à sua rápida disseminação, linfadenopatias e síndromes paraneoplásicas também podem ser manifestações iniciais.
A cirurgia não é a conduta inicial padrão para o CPCP porque este tipo de câncer é altamente agressivo e tende a metastatizar precocemente para locais distantes, mesmo quando a doença parece localizada. A quimioterapia e a radioterapia são mais eficazes para o controle sistêmico e local.
O estadiamento limitado do CPCP refere-se à doença confinada a um hemitórax e linfonodos regionais que podem ser incluídos em um único campo de radioterapia. O estadiamento extenso envolve metástases distantes ou doença que não pode ser tratada em um único campo de radiação.
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