Carcinoma de Pênis: Sinais, Sintomas e Diagnóstico

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2019

Enunciado

Homem, 64a, procura atendimento médico para avaliação de lesão na região da glande com odor desagradável há 8 meses. Já utilizou diversas pomadas, mas a lesão continua aumentando de tamanho. Relata também o aparecimento de ínguas na virilha esquerda (SIC) Exame físico: pênis: glande com lesão de 2,5 cm de diâmetro, exofítica, ulcerada e exsudativa; linfonodomegalia inguinal bilateral. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Alternativas

  1. A) Sífilis primária.
  2. B) Balanopostite fúngica.
  3. C) Carcinoma de pênis.
  4. D) Cancro mole.

Pérola Clínica

Lesão peniana crônica, progressiva, exofítica/ulcerada + linfonodomegalia inguinal → Carcinoma de pênis.

Resumo-Chave

Uma lesão peniana que persiste por meses, aumenta de tamanho, é exofítica e ulcerada, e está associada a linfonodomegalia inguinal, especialmente em um homem mais velho, é altamente sugestiva de carcinoma de pênis. A falha no tratamento com pomadas reforça a natureza maligna.

Contexto Educacional

O carcinoma de pênis é uma neoplasia maligna relativamente rara, mas com grande impacto na qualidade de vida do paciente. Geralmente afeta homens mais velhos, com pico de incidência entre 50 e 70 anos. Os principais fatores de risco incluem fimose (incapacidade de retrair o prepúcio), má higiene local, infecção crônica pelo Papilomavírus Humano (HPV) e tabagismo. A circuncisão neonatal é um fator protetor. Clinicamente, o carcinoma de pênis manifesta-se como uma lesão persistente na glande, prepúcio ou corpo do pênis. Pode ser exofítica (verrucosa), ulcerada, infiltrativa ou plana, frequentemente com odor fétido e exsudato. A evolução lenta e progressiva, a falha em responder a tratamentos tópicos e a presença de linfonodomegalia inguinal (ínguas na virilha) são sinais de alerta importantes que devem levantar a suspeita de malignidade. A linfonodomegalia pode ser inflamatória ou metastática, exigindo investigação. O diagnóstico definitivo é estabelecido por biópsia da lesão. Uma vez confirmado o carcinoma, o estadiamento é essencial para determinar a extensão da doença e planejar o tratamento, que pode variar desde ressecção local para lesões pequenas até penectomia parcial ou total, radioterapia, quimioterapia e linfadenectomia inguinal para casos mais avançados. O prognóstico está diretamente relacionado ao estadiamento no momento do diagnóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o carcinoma de pênis?

Os principais fatores de risco incluem fimose, má higiene peniana, infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), tabagismo e idade avançada. A circuncisão na infância é um fator protetor.

Como é feito o diagnóstico definitivo do carcinoma de pênis?

O diagnóstico definitivo é feito por biópsia da lesão peniana. Após a confirmação histopatológica, o estadiamento é realizado com exames de imagem para avaliar a extensão local e a presença de metástases linfonodais ou à distância.

Qual a importância da linfonodomegalia inguinal no carcinoma de pênis?

A linfonodomegalia inguinal é um achado crucial, pois indica a disseminação linfática do câncer. A avaliação dos linfonodos inguinais é fundamental para o estadiamento da doença e para guiar a conduta terapêutica, que pode incluir linfadenectomia.

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